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Quando o coração sai do ritmo: saiba o que é arritmia

A arritmia cardíaca se tornou um tema recorrente em consultórios e pronto-atendimentos no Brasil. Saiba seu significado, sintomas, diagnóstico e outros detalhes importantes.

5 mar 2026 - 10h33
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A arritmia cardíaca se tornou um tema recorrente em consultórios e pronto-atendimentos no Brasil. O termo descreve qualquer alteração no ritmo normal do coração, que pode bater rápido demais, devagar demais ou de maneira irregular. Em muitos casos, essas mudanças são passageiras e não trazem grandes riscos. No entanto, algumas formas de arritmia exigem atenção imediata, porque podem estar associadas a problemas cardíacos mais graves.

Especialistas explicam que o coração funciona como um "marcapasso natural", gerando impulsos elétricos que coordenam as batidas. Quando esse sistema sofre alguma interferência, o ritmo se desorganiza. Assim, a pessoa pode notar palpitações, sensação de coração acelerado, pausas, tonturas ou simplesmente cansaço fora do habitual. Em situações extremas, a arritmia pode levar à perda de consciência e parada cardíaca. Portanto, isso reforça a importância de reconhecer sinais de alerta e buscar ajuda profissional.

Entre os sintomas mais comuns da arritmia cardíaca estão palpitações, sensação de batimento acelerado ou irregular, falta de ar, mal-estar súbito e cansaço ao realizar esforços simples, como subir poucos lances de escada – depositphotos.com / HayDmitriy
Entre os sintomas mais comuns da arritmia cardíaca estão palpitações, sensação de batimento acelerado ou irregular, falta de ar, mal-estar súbito e cansaço ao realizar esforços simples, como subir poucos lances de escada – depositphotos.com / HayDmitriy
Foto: Giro 10

O que é arritmia cardíaca e por que ela acontece?

A arritmia cardíaca é qualquer alteração no padrão normal das batidas do coração. Em vez de manter um compasso regular, o órgão passa a trabalhar em um ritmo diferente do natural. Esse descompasso pode ser contínuo ou surgir em crises, que duram segundos, minutos ou até horas. A palavra-chave, segundo cardiologistas, é "irregularidade". Afinal, o coração perde a cadência que se espera para a idade e a condição da pessoa.

As causas são variadas. Entre as mais comuns estão doenças do próprio coração, como infarto prévio, insuficiência cardíaca e alterações nas válvulas. Há ainda fatores externos, como consumo excessivo de álcool, uso em exagero de cafeína, cigarro, estresse intenso, distúrbios da tireoide e alguns medicamentos. Em jovens, arritmias cardíacas também podem ter associação com problemas congênitos ou a prática esportiva intensa sem avaliação prévia.

Quais são os tipos de arritmia cardíaca mais comuns?

Os especialistas classificam a arritmia cardíaca em diferentes tipos, de acordo com a velocidade e a regularidade das batidas. Entre os quadros principais estão a taquicardia, a bradicardia, a fibrilação e as extrassístoles. Cada uma delas tem características específicas e pode exigir estratégias diferentes de acompanhamento e tratamento.

  • Taquicardia: ocorre quando o coração bate mais rápido do que o esperado em repouso, geralmente acima de 100 batimentos por minuto em adultos. A pessoa pode sentir palpitações, falta de ar, desconforto no peito e ansiedade.
  • Bradicardia: é o ritmo muito lento, com frequência abaixo de 60 batimentos por minuto. Em alguns atletas isso é normal, mas, em outras pessoas, pode causar tontura, fraqueza, desmaios e sensação de "apagão".
  • Fibrilação atrial: é um tipo de arritmia em que as câmaras superiores do coração (átrios) batem de forma rápida e desorganizada. Esse quadro aumenta o risco de formação de coágulos e acidente vascular cerebral (AVC), motivo pelo qual costuma ser acompanhado com atenção.
  • Extrassístoles: são batimentos "fora de hora", que podem ser percebidos como uma batida forte, uma pausa ou um "soluço" no peito. Em muitas pessoas saudáveis, ocorrem eventualmente e não trazem risco, mas, em excesso, podem indicar associação com algum problema.

Quais sintomas exigem atenção imediata na arritmia cardíaca?

Nem toda arritmia cardíaca provoca sintomas, o que faz com que alguns casos sejam descobertos apenas em exames de rotina. Quando os sinais aparecem, podem ser discretos ou bem marcantes. Assim, entre os mais comuns estão palpitações, sensação de batimento acelerado ou irregular, falta de ar, mal-estar súbito e cansaço ao realizar esforços simples, como subir poucos lances de escada.

Porém, alguns sintomas geram alerta e indicam necessidade de atendimento médico urgente. Entre eles estão:

  • Dor ou pressão no peito que não melhora com descanso;
  • Falta de ar intensa ou dificuldade para respirar;
  • Desmaio ou quase desmaio (escurecimento da visão, sensação de queda iminente);
  • Confusão mental, dificuldade para falar ou movimentar um lado do corpo, que podem sugerir AVC associado;
  • Batimentos extremamente rápidos e irregulares, acompanhados de mal-estar importante.

Em casos assim, a orientação é procurar imediatamente um pronto-atendimento ou acionar serviços de emergência. Afinal, a avaliação rápida pode evitar complicações. Em especial, nas pessoas com histórico de doença cardíaca, pressão alta, diabetes ou colesterol acima do indicado.

Em casos de suspeita de arritmia costuma haver a solicitação de um eletrocardiograma (ECG), exame simples e rápido que registra a atividade elétrica do coração – depositphotos.com / chormail@hotmail.com
Em casos de suspeita de arritmia costuma haver a solicitação de um eletrocardiograma (ECG), exame simples e rápido que registra a atividade elétrica do coração – depositphotos.com / chormail@hotmail.com
Foto: Giro 10

Como ocorre o diagnóstico e quais são os tratamentos da arritmia cardíaca?

O diagnóstico da arritmia cardíaca começa com uma consulta detalhada, na qual o profissional avalia queixas, histórico pessoal e familiar e uso de medicamentos. Em seguida, costuma haver a solicitação de um eletrocardiograma (ECG), exame simples e rápido que registra a atividade elétrica do coração. Quando a arritmia é intermitente, podem ser necessários exames de longa duração, como o Holter (monitorização de 24 horas ou mais) e o teste ergométrico (teste de esforço).

Outras ferramentas, como o ecocardiograma, ajudam a verificar se há alterações estruturais no coração. Em situações específicas, o cardiologista pode indicar estudos eletrofisiológicos, que permitem mapear com mais precisão o ponto de origem da arritmia. Assim, a escolha dos exames depende dos sintomas, da frequência das crises e das condições de saúde do paciente.

O tratamento varia conforme o tipo e a gravidade da arritmia cardíaca. Entre as principais abordagens estão:

  1. Medicamentos: remédios antiarrítmicos e controladores de frequência ajudam a estabilizar o ritmo. Em casos de fibrilação atrial, anticoagulantes podem agir para reduzir o risco de coágulos e AVC.
  2. Cardioversão elétrica: procedimento realizado em ambiente hospitalar, com sedação, que usa choques controlados para "reorganizar" o ritmo cardíaco.
  3. Ablação por cateter: técnica minimamente invasiva em que um cateter é introduzido nos vasos sanguíneos até o coração, cauterizando focos responsáveis pela arritmia.
  4. Marcapasso e desfibrilador implantável: dispositivos eletrônicos colocados sob a pele para regular batimentos muito lentos ou interromper arritmias graves que possam causar parada cardíaca.

É possível prevenir a arritmia cardíaca?

Nem todos os casos de arritmia cardíaca podem ser evitados, especialmente os ligados a alterações genéticas ou doenças estruturais do coração. Ainda assim, medidas de estilo de vida têm impacto direto na saúde cardíaca e ajudam a reduzir o risco de alterações no ritmo. Manter a pressão arterial controlada, cuidar do colesterol, tratar o diabetes e realizar consultas periódicas são passos importantes.

Entre as recomendações mais frequentes dos especialistas, estão:

  • Praticar atividade física regular, com orientação adequada e avaliação cardiológica quando indicado;
  • Evitar cigarro e reduzir o consumo de álcool;
  • Moderar o uso de bebidas com cafeína e energéticos, especialmente em quem já apresenta palpitações;
  • Adotar alimentação equilibrada, com menor consumo de sal, gorduras saturadas e ultraprocessados;
  • Controlar o estresse, buscando técnicas de relaxamento, sono de boa qualidade e apoio psicológico quando necessário.

A arritmia cardíaca, portanto, não é um diagnóstico único, mas um grupo de alterações que vão de quadros benignos a situações com potencial de risco. A principal mensagem dos cardiologistas é que sintomas persistentes ou intensos relacionados aos batimentos cardíacos não devem ser ignorados. A avaliação precoce permite identificar causas tratáveis, ajustar hábitos de vida e acompanhar o coração de forma segura ao longo dos anos.

Giro 10
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