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Qual é o melhor protetor solar? Aprenda a escolher corretamente

Dermatologista revela o significado das informações presentes nos rótulos dos produtos

19 dez 2021 12h00
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Qual é o melhor protetor solar?
Qual é o melhor protetor solar?
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Saber qual é o melhor protetor solar para o seu tipo de pele é fundamental para evitar problemas com a exposição solar, principalmente durante o verão. É nesse período do ano que as pessoas costumam curtir praias e piscinas para se refrescar e, consequentemente, ficam mais suscetíveis à radiação ultravioleta. Fator que, além de provocar possíveis queimaduras, também pode favorecer o desenvolvimento de doenças mais graves, como o câncer de pele, por exemplo.

Não à toa, Dezembro Laranja foi escolhido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) para representar o mês da conscientização contra o câncer de pele - já que é nessa época do ano que começa o verão. No entanto, saber qual é o melhor protetor solar para você é uma informação valiosa e que deve ser utilizada durante todos os meses. Afinal, mesmo nos períodos de frio é necessário manter os cuidados para evitar o desenvolvimento de tumores nessa região do corpo.

Podemos dizer que uma das maiores dificuldades para escolher corretamente o protetor solar é a grande variedade de produtos que existem no mercado. Afinal, o que significam aquelas inúmeras siglas - FPS, PPD, IR e etc - que estão presentes nos rótulos das embalagens? Para decifrar todas as dúvidas sobre qual filtro solar é o melhor, a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da SBD, montou um verdadeiro dicionário sobre o assunto. Confira:

À prova d'água (por quanto tempo?) - "Quando ele é muito resistente à água, o filtro solar permanece eficaz por 80 minutos na água. A versão 'muito resistente à água' é mais indicada para crianças e esportistas. No entanto, sempre reiteramos a recomendação de reaplicar o filtro a cada duas horas e após os banhos de mar e piscina, uma vez que também tendemos a passar mais a mão no rosto ou no corpo, ajudando a retirar o filtro. Reaplicando, garantimos uma pele protegida", explica a Dra. Patrícia.

Amplo espectro - "Um filtro solar de amplo espectro protege a pele do envelhecimento (manchas, rugas e flacidez), de queimadura e ajuda a prevenir o câncer de pele, através de extratos e ativos antioxidantes e anti-inflamatórios, que evitam os danos em cascata dessas radiações e do calor, da luz visível e da poluição", explica a médica.

Protetores antioxidantes — "O protetor solar pode ir além dos ativos de proteção, oferecendo também outros benefícios com elementos de ação antioxidante, anti-inflamatória, reparadora e antipoluente para imediatamente reparar o processo inflamatório formado em função da radiação", destaca a dermatologista.

Filtros com cor — Para além da estética. "Eles geralmente têm alta cobertura, com base e cor, para oferecer uma barreira física à luz visível. São aliados, principalmente, de pacientes com melasma [manchas escuras no rosto]", conta a especialista.

Filtros químicos e físicos. Qual a diferença? —"No filtro físico, a maior parte da radiação bate e volta. No filtro químico, ela é absorvida e 'desgastada', transformada em uma baixa energia que não penetra na pele. Qual o melhor? Depende da indicação. No geral, o melhor é associar os dois. Pacientes com pele sensível e reativa devem usar filtro físico", diz a Dra. Patrícia.

FPS (Fator de Proteção Solar) - É aquele número destacado na maioria das embalagens.  Ele se refere apenas aos raios UVB - e não aos UVA.  É fruto da razão entre o mínimo de vermelhidão que uma pele protegida e desprotegida pode ter. Quanto maior o FPS, mais proteção à radiação UVB o produto vai oferecer. Mas, será que isso é o suficiente para escolher o protetor solar?

"Na verdade, temos que considerar outras variáveis além da vermelhidão, então esse protetor também deve contar com proteção contra os raios UVA, infravermelho e luz visível. Como nenhum protetor solar pode filtrar 100% dos raios UVB do sol, as roupas de proteção (com FPS), chapéus e procurar sombra também são indicações importantes", recomenda a dermatologista.

IR (Infrared ou infravermelho) - Se refere, basicamente, à radiação do calor, aquele famoso mormaço. Um filtro solar com boa capacidade de proteção IR, de acordo com a Dra. Patrícia, pode ajudar a evitar a flacidez da pele. No entanto, ela também recomenda o uso de algum bloqueio solar físico - como roupas e sombras - e antioxidantes.

Luz visível — Se refere a todo tipo de luz. Seja solar, de lâmpadas ou celulares. "Ela é capaz de promover, a médio e longo prazo, um quadro de vermelhidão, estimular a formação ou piora das manchas e causar danos ao DNA celular. Os protetores com ação protetora contra a luz visível, geralmente, contam com extratos e ativos antioxidantes e anti-inflamatórios", explica a médica.

PPD (Persistant Pigment Darkening) - Indica o grau de proteção contra os raios UVA. Nos rótulos, o PPD pode aparecer como FP-UVA (Fator de Proteção UVA). "O PPD ideal é a partir de 10 e deve representar, no mínimo, um terço do FPS", revela a dermatologista.

Toque seco — Pode ser gel, creme, spray ou bastão. "Todos esses veículos são dermocosméticos que devem ser considerados na hora da escolha de um fotoprotetor, pois isso ajuda na prevenção de acne e oleosidade. Pacientes com tendência à acne devem optar por veículos livres de óleo, como o gel, que tem toque seco e pode controlar a oleosidade. Pacientes com pele seca e desidratada devem preferir as loções e priorizar termos como 'hidratante' no rótulo", finaliza a Dra Patrícia.

Saúde em Dia
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