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OMS diz que casos de cólera na Somália podem superar 60 mil antes do verão

5 mai 2017
11h12
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu nesta sexta-feira que pode haver antes do verão 60 mil casos de cólera na Somália, na maior epidemia nos últimos cinco anos e que já matou mais de 618 pessoas.

Em meados de abril a OMS disse que prevê que os casos de cólera registrados nos primeiros meses do ano até o verão se duplicariam, com o que, com 25.424 doentes, chegaria a 50 mil.

Mas hoje o porta-voz da OMS Tarik Jasarevic falou em coletiva de imprensa que há 2.000 casos verificados no começo de maio e que o surto se expande rapidamente.

"Estas cifras duplicarão em junho, devido ao aumento de casos durante a temporada de chuvas que começa agora", afirmou Jasarevic, admitindo que o número de doentes por cólera pode chegar inclusive a 60 mil antes do verão.

A taxa de mortalidade média deste surto está em 1,9%, superando o limite de 1% que serve para determinar que a epidemia tem o caráter de emergência.

A OMS explica, além disso, que o deslocamento em massa gerado pela seca gerou áreas superpovoadas que afetam mais de um milhão de pessoas e provocou um aumento no número de casos de sarampo na Somália diante da baixa taxa de vacinação e da má nutrição no país.

No total, foram registrados 6.346 casos de febre nas 16 primeiras semanas do ano na Somália, um número várias vezes maior que o registrado no mesmo período do ano anterior.

Para lutar contra o cólera, a OMS e o Ministério de Saúde da Somália lançaram na quarta-feira após uma primeira campanha de vacinação uma segunda, desta vez em Baidoa, a cerca de 250 quilômetros a noroeste de Mogadíscio, com o objetivo de vacinar cerca de 224 pessoas com um ano de idade ou mais.

Além disso, em 40 distritos estão operando centros de tratamento do cólera, segundo a OMS.

EFE   

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