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O que é o "líquido nos pulmões" do prefeito de São Paulo Bruno Covas?

O político viu o câncer na região da cárdia se espalhar para o fígado e os ossos neste ano

28 abr 2021 14h38
| atualizado em 17/5/2021 às 18h20
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Bruno Covas teve alta nesta terça-feira, 27 de abril, após passar 12 dias internado
Bruno Covas teve alta nesta terça-feira, 27 de abril, após passar 12 dias internado
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Bruno Covas foi diagnosticado com câncer em 2019, desde então apresentou algumas complicações durante seu tratamento. O prefeito da cidade de São Paulo enfrenta um câncer inicial na região da cárdia, localizada na transição entre o estômago e o esôfago, e agora com metástase em outras áreas do corpo, como no fígado e nos ossos.

Recentemente, surgiu um líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem o pulmão. Para tratar o problema, os médicos realizaram o processo de "drenagem de líquido nos pulmões".

O "líquido nos pulmões" é chamado de derrame pleural, causado por uma inflamação na pleura, que pode ser causada por uma infecção ou por um tumor. No caso do prefeito Bruno Covas é considerado um derrame pleural devido a metástases do câncer, explica o oncologista Dr. Hezio Jadir Fernandes Jr.

De acordo com o médico, a drenagem nada mais é do que o esvaziamento deste líquido por punção, justamente para impedir a expansão pulmonar, com o objetivo de melhorar o desconforto respiratório. Esse líquido pode ser drenado por punção para aliviar a dificuldade de respirar.

Neste caso, com uma agulha calibrosa, sob anestesia, é possível drenar o líquido. Algumas vezes, um dreno tubular pode ser posicionado na cavidade torácica por alguns dias.

O oncologista diz ainda que esse tratamento é comum em pacientes com câncer do tipo metástase e pode ser necessário repetir o procedimento por várias vezes devido à predisposição em acumular líquido na região e isso  acontece devido a quadros inflamatórios, infeciosos e também tumores primários e secundários nessa região.

Bruno Covas teve alta nesta terça-feira, 27 de abril, após passar 12 dias internado em tratamento e foi liberado para realizar atividades pessoais e profissionais, mas sem retomar a agenda pública por conta da baixa imunidade.

Saúde em Dia
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