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Não é drama: quando a ansiedade infantil aparece no corpo

Além de preocupações e mudanças de comportamento, a ansiedade infantil pode se manifestar por meio de sintomas físicos como dores, cansaço e alterações no sono. Saiba como reconhecer esses sinais.

8 jan 2026 - 13h06
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Quando falamos de ansiedade infantil, muitos pais pensam primeiro em medos, choro ou timidez. Mas essa condição pode se refletir também no corpo das crianças e adolescentes de maneiras que muitas vezes passam despercebidas. Entender esses sinais físicos é essencial para facilitar o diagnóstico precoce e promover intervenções mais eficazes.

Mudanças no comportamento e sintomas físicos, como dores e cansaço, podem indicar ansiedade infantil e precisam de atenção dos pais.
Mudanças no comportamento e sintomas físicos, como dores e cansaço, podem indicar ansiedade infantil e precisam de atenção dos pais.
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Ansiedade é uma resposta natural ao medo ou preocupação, mas quando os sintomas se tornam excessivos, persistentes e começam a interferir no bem-estar da criança ou adolescente, eles merecem atenção médica. Estimativas apontam que até 10% ou mais das crianças podem apresentar transtornos de ansiedade em algum momento da infância ou adolescência, sendo os sintomas físicos muitas vezes os primeiros a aparecer. 

O corpo também fala quando a mente está tensa

Ao contrário do que muitos podem imaginar, a ansiedade não é apenas um estado emocional. Ela ativa o sistema nervoso autônomo, que prepara o organismo para reagir ao "perigo", o que pode desencadear uma série de respostas físicas.

 

Sintomas físicos mais comuns da ansiedade infantil

Os sinais físicos podem variar de criança para criança, mas alguns são bastante frequentes em casos de ansiedade infantil:

  • Dores de barriga e náuseas: queixas frequentes sem causa médica aparente podem ser um indicativo de ansiedade, sobretudo antes de situações como ir à escola ou encarar provas.
  • Dores de cabeça recorrentes: tensões e preocupações prolongadas podem desencadear cefaleias, especialmente nos períodos de estresse.
  • Distúrbios do sono: dificuldade para adormecer, acordar à noite ou apresentar pesadelos são queixas comuns associadas à ansiedade.
  • Fadiga e cansaço constante: mesmo sem atividades físicas intensas, crianças ansiosas podem parecer sempre cansadas ou sem energia.
  • Tensão muscular e inquietação: dores musculares, tremores ou sensação de estar sempre "em alerta" podem acompanhar o estado ansioso.
  • Batimento cardíaco acelerado ou respiração rápida: esses sintomas refletem a ativação do corpo para enfrentar o estresse, mesmo quando não há um perigo real imediato.

 

Por que esses sinais de ansiedade infantil surgem?

Fisicamente, o corpo de uma criança ansiosa está respondendo a uma sensação de ameaça, mesmo que a origem seja emocional e não física. Essa reação é uma versão ampliada da famosa resposta de "luta ou fuga", que prepara o organismo para lidar com situações percebidas como estressantes.

Em crianças e adolescentes, essa ativação pode ocorrer mais frequentemente porque o cérebro em desenvolvimento ainda está aprendendo a regular as emoções e respostas ao estresse. É por isso que muitas vezes os sintomas físicos aparecem primeiro, antes mesmo de a criança ser capaz de nomear ou explicar o que está sentindo.

Sinais físicos que merecem atenção extra

Alguns sintomas físicos, quando persistentes ou acompanhados de alteração no cotidiano, indicam uma possível ansiedade infantil preocupante:

  • Dores abdominais frequentes sem causa médica evidente ou que melhoram em fins de semana ou férias.

  • Cefaleias diárias ou frequentes, em especial após eventos estressantes.

  • Alterações no padrão de sono que começam a afetar o desempenho escolar ou o humor.

  • Cansaço persistente que não melhora com descanso.

  • Sintomas físicos que pioram antes de eventos, como apresentações, provas ou atividades sociais, podem indicar uma antecipação ansiosa do estresse.

 

Como diferenciar ansiedade normal de algo preocupante?

É importante lembrar que sentir medo ou nervosismo em situações específicas é parte do desenvolvimento, como antes de uma prova ou ao conhecer pessoas novas. No entanto, quando a ansiedade começa a aparecer com frequência, sem um motivo claro, e principalmente quando se manifesta fisicamente de maneira intensa e persistente, pode ser um sinal de que algo mais profundo está acontecendo.

Crianças com ansiedade podem também apresentar:

  • Evitação de situações sociais ou escolares por medo ou desconforto físico e emocional.

  • Alterações no apetite — comer mais ou menos do que o habitual.

  • Irritabilidade e explosões emocionais que surgem juntamente com sintomas físicos.

Quando buscar apoio especializado

Se os sinais físicos da ansiedade infantil surgirem com frequência, intensidade ou duração que impactam o dia a dia da criança ou adolescente, é fundamental procurar um profissional da saúde para avaliação completa.

Um médico pediatra, psicólogo ou psiquiatra pode ajudar a identificar se esses sintomas são parte de um transtorno de ansiedade ou se refletem outras condições de saúde, oferecendo caminhos de tratamento adequados, como terapia comportamental, suporte emocional, técnicas de relaxamento ou, em alguns casos, medicação.

A ansiedade infantil não se manifesta apenas por medo ou preocupação. Ela pode ter efeitos visíveis no corpo por meio de dores, alterações do sono, tensão muscular e outras queixas físicas que muitas vezes confundem pais e educadores. Reconhecer esses sinais precocemente faz toda a diferença para que a criança receba suporte e cuidados adequados, promovendo bem-estar e qualidade de vida.

Se você percebe sintomas físicos frequentes no seu filho, não ignore: o corpo pode estar dando pistas importantes de que a mente também precisa de atenção.

Alto Astral
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