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Mpox: entenda a doença viral que preocupa autoridades de saúde

Mpox, nome atual da doença antes chamada de varíola dos macacos, voltou a receber atenção de autoridades de saúde em vários países recentemente. Entenda essa doença viral.

10 jan 2026 - 14h00
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Mpox, nome atual da doença antes chamada de varíola dos macacos, voltou a receber atenção de autoridades de saúde em vários países recentemente. A mudança de nome foi adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para reduzir estigmas e tornar a comunicação mais adequada. Trata-se de uma infecção causada por um vírus da mesma família da varíola humana, mas com características próprias, tanto em relação à gravidade quanto à forma de transmissão.

Nos últimos anos, o Mpox deixou de ser registrado apenas em países da África Central e Ocidental e passou a aparecer em diferentes regiões do mundo, incluindo Américas e Europa. Esse movimento levou órgãos como a OMS e ministérios da Saúde a reforçarem orientações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. Apesar de a maior parte dos casos ser leve, a doença exige atenção especial em grupos vulneráveis, como pessoas com imunidade baixa, crianças pequenas e gestantes.

O Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus mpox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus – depositphotos.com / vampy1
O Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus mpox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus – depositphotos.com / vampy1
Foto: Giro 10

O que é Mpox e como o vírus age no organismo?

O Mpox é uma doença infecciosa causada pelo vírus mpox, pertencente ao gênero Orthopoxvirus. Ele é "parente próximo" do vírus da varíola humana, erradicada em 1980, mas não é o mesmo agente. Após a infecção, o vírus se multiplica principalmente na pele, nas mucosas e em linfonodos, o que explica o aparecimento de lesões, febre e inchaço em regiões como pescoço e axilas.

Em muitos casos, o quadro é autolimitado, ou seja, melhora sozinho em algumas semanas. No entanto, complicações podem ocorrer, como infecções de pele por bactérias, desidratação e, em situações mais graves, comprometimento respiratório ou neurológico. Por esse motivo, serviços de saúde têm reforçado a importância de diagnóstico rápido, isolamento adequado e acompanhamento médico, sobretudo quando há dor intensa, dificuldade para se alimentar ou sinais de agravamento.

Como ocorre a transmissão do Mpox no dia a dia?

A principal forma de transmissão do Mpox é por meio do contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada, especialmente com as lesões de pele, crostas, secreções corporais e gotículas respiratórias. O vírus pode passar durante relações sexuais, beijos, abraços, contato pele a pele e compartilhamento de objetos pessoais contaminados, como toalhas, roupas de cama e utensílios.

Também há registro de transmissão por contato com superfícies contaminadas e, mais raramente, por contato com animais infectados, principalmente em regiões onde o vírus circula em espécies silvestres. A transmissão não se limita a uma orientação sexual ou grupo social específico, apesar de alguns surtos recentes terem se concentrado em determinados públicos devido a redes de contato mais próximas.

  • Contato direto: pele com pele, lesões visíveis ou não, fluídos corporais.
  • Contato indireto: roupas, lençóis, toalhas ou objetos usados por pessoa infectada.
  • Gotas respiratórias: conversas muito próximas, beijos, situações com proximidade prolongada.

Quais são os principais sintomas do Mpox?

Os sintomas do Mpox costumam aparecer entre 5 e 21 dias após o contato com o vírus. Em geral, os primeiros sinais lembram uma gripe forte, seguidos do surgimento de lesões na pele. A forma como essas manifestações aparecem pode variar, o que torna a avaliação profissional essencial, principalmente em períodos de aumento de casos.

Entre os sintomas mais relatados, destacam-se:

  • Febre, geralmente moderada a alta;
  • Dores no corpo, cansaço e mal-estar intenso;
  • Dores de cabeça e calafrios;
  • Aumento de gânglios (caroços) no pescoço, axilas ou virilha;
  • Erupções na pele, que podem começar como manchas e evoluir para bolhas e feridas;
  • Lesões em regiões genitais, anais, orais ou no rosto, muitas vezes dolorosas.

Na maioria das pessoas, as lesões secam e formam crostas que caem após duas a quatro semanas. O período de transmissibilidade costuma durar até que todas as crostas tenham caído e a pele esteja completamente cicatrizada. Crianças pequenas, pessoas imunossuprimidas e grávidas correm maior risco de formas graves, o que tem motivado campanhas específicas de orientação para esses grupos.

Mpox é tão grave quanto a varíola humana?

Embora pertençam à mesma família de vírus, Mpox e varíola humana têm perfis diferentes de gravidade. A varíola humana, erradicada há mais de quatro décadas, apresentava taxa de mortalidade bem mais alta e se espalhava com maior facilidade entre a população. O Mpox, por sua vez, costuma ter letalidade menor e curso clínico mais brando, principalmente quando há acesso a cuidados médicos e monitoramento.

Autoridades de saúde reforçam que o Mpox não deve ser ignorado, mas também não é considerado uma ameaça com o mesmo potencial devastador da antiga varíola humana. A diferença está tanto na apresentação clínica quanto nas estratégias disponíveis atualmente, como vigilância epidemiológica mais estruturada, comunicação rápida entre países e possibilidade de uso de vacinas específicas em grupos de maior risco, conforme protocolos nacionais.

  • Família viral semelhante, mas agentes distintos;
  • Varíola humana: doença erradicada, maior mortalidade histórica;
  • Mpox: curso geralmente mais leve, porém com risco aumentado em vulneráveis;
  • Resposta de saúde pública mais ágil em 2025, com monitoramento global.
Embora pertençam à mesma família de vírus, Mpox e varíola humana têm perfis diferentes de gravidade – depositphotos.com / flashback313@gmail.com
Embora pertençam à mesma família de vírus, Mpox e varíola humana têm perfis diferentes de gravidade – depositphotos.com / flashback313@gmail.com
Foto: Giro 10

Como prevenir o Mpox no cotidiano?

A prevenção do Mpox envolve principalmente redução de contatos de risco e atenção imediata a sinais suspeitos. Em 2025, vários países mantêm alertas de vigilância ativa, com recomendações específicas para ambientes de alta interação social, serviços de saúde e espaços comunitários. A informação clara e sem estigmas é apontada por especialistas como ferramenta essencial para conter novos surtos.

  1. Evitar contato direto com lesões de pele, crostas ou secreções de pessoas com suspeita de Mpox.
  2. Não compartilhar toalhas, roupas íntimas, lençóis ou objetos pessoais com pessoas doentes.
  3. Reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel, especialmente após contato próximo com outras pessoas.
  4. Usar preservativos e considerar redução de parceiros sexuais durante períodos de surtos ou alertas locais.
  5. Procurar serviço de saúde ao perceber febre associada a lesões na pele, especialmente em áreas genitais, anais, boca ou rosto.

Em alguns países, vacinas específicas contra Mpox estão disponíveis para grupos de maior risco, como profissionais de saúde que lidam com casos suspeitos, pessoas com exposição prolongada e determinados públicos definidos por órgãos oficiais. As orientações sobre quem deve ser vacinado, quando e como variam conforme a situação epidemiológica local, motivo pelo qual as recomendações dos ministérios da Saúde e da OMS são atualizadas com frequência.

Desde os grandes surtos registrados a partir de 2022, a OMS e centros de controle de doenças reportam oscilações no número de casos, com períodos de queda e novos aumentos pontuais em regiões específicas. Em 2025, a principal mensagem das autoridades é que o Mpox é uma doença evitável e controlável, desde que a população conheça os sinais, busque atendimento em caso de suspeita e siga as orientações de prevenção, contribuindo para reduzir a circulação do vírus e proteger grupos mais vulneráveis.

Giro 10
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