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Dia do Sono: ronco e cansaço podem indicar apneia; veja sinais

Mais do que um barulho noturno, o ronco frequente pode esconder interrupções na respiração que sobrecarregam o coração e a saúde metabólica

12 mar 2026 - 19h18
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Dormir bem não é apenas um luxo, é uma necessidade vital para o equilíbrio do corpo.

Confira os sintomas da apneia do sono
Confira os sintomas da apneia do sono
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Nesta sexta-feira, 13 de março, celebramos o Dia Mundial do Sono, uma data essencial para conscientizar sobre a qualidade do nosso descanso.

Muitas vezes, o ronco é visto apenas como um incômodo sonoro, mas ele pode esconder um perigo invisível: a apneia obstrutiva do sono.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), distúrbios do sono afetam até 45% da população global.

O que é a apneia do sono?

A apneia é um distúrbio caracterizado por pausas repetidas na respiração enquanto a pessoa dorme. Essas interrupções ocorrem porque as vias aéreas ficam bloqueadas, impedindo a passagem do ar.

O resultado é a queda na oxigenação do sangue e a fragmentação do sono, já que o cérebro precisa "despertar" o corpo para voltar a respirar.

Um estudo recente da Biologix revelou dados alarmantes. Mais da metade dos homens (66,8%) e quase metade das mulheres (48,6%) avaliados apresentaram algum grau de apneia.

O pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix, alerta que o problema vai muito além do ronco forte. Trata-se de uma sobrecarga contínua para o organismo.

Os perigos para a saúde cardiovascular

A falta de tratamento para a apneia pode trazer consequências graves a longo prazo. Quando o sono é interrompido várias vezes, o corpo libera hormônios do estresse, elevando a pressão arterial.

Os principais riscos associados à apneia moderada e grave são:

  • Hipertensão arterial sistêmica.

  • Arritmias cardíacas e infarto.

  • Diabetes e alterações metabólicas.

  • Prejuízos cognitivos e perda de memória.

  • Aumento do risco de acidentes de trânsito devido à sonolência.

Por que o diagnóstico costuma demorar?

O levantamento mostra que a procura por exames atinge o pico apenas entre os 40 e 50 anos. Isso indica que muitos pacientes convivem com os sintomas por décadas.

Geralmente, a busca por ajuda só acontece quando a fadiga começa a prejudicar seriamente o desempenho profissional e a vida social.

Quando acender o sinal de alerta?

Você deve procurar um médico especialista em medicina do sono se apresentar:

  1. Ronco alto e frequente: Especialmente se houver engasgos.

  2. Pausas respiratórias: Geralmente percebidas por quem dorme ao lado.

  3. Cansaço matinal: Acordar sentindo que não descansou nada.

  4. Boca seca e dor de cabeça: Sintomas comuns logo ao despertar.

  5. Dificuldade de concentração: Irritabilidade e "branco" na memória durante o dia.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico padrão é a polissonografia. Atualmente, esse exame pode ser feito tanto em laboratórios quanto no conforto da sua casa, com dispositivos portáteis.

O tratamento varia conforme o caso. Quadros leves podem ser resolvidos com aparelhos intraorais ou mudanças no estilo de vida, como perda de peso.

Já nos casos moderados a graves, o uso do CPAP — um dispositivo que envia fluxo de ar contínuo para manter as vias aéreas abertas — é o tratamento mais eficaz e transformador.

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