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Morre homem que perdeu três filhos para o câncer; entenda condição

Portador da Síndrome de Li-Fraumeni, Régis teve três diagnósticos de câncer entre 2016 e 2023

14 ago 2023 - 11h41
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Régis era portador da síndrome hereditária Li-Fraumeni (LFS), condição genética que aumenta em 90% a probabilidade de desenvolver câncer até os 70 anos
Régis era portador da síndrome hereditária Li-Fraumeni (LFS), condição genética que aumenta em 90% a probabilidade de desenvolver câncer até os 70 anos
Foto: @regisfeitosamota

Morreu neste domingo (13) o corretor de imóveis Régis Feitosa Mota. O cearense era portador da Síndrome de Li-Fraumeni, condição hereditária de pré-disposição ao câncer. Ele recebeu três diagnósticos da doença entre 2016 e 2023, além de ter perdido os três filhos para o câncer no intervalo de quatro anos.

"Nosso guerreiro foi ao encontro dos filhos exatamente no dia dos pais. Que Deus o tenha, meu irmão! Te amamos muito!", publicou Rogério Feitosa Mota, irmão do corretor de imóveis, sem revelar qual foi a causa exata da morte de Régis.

Em janeiro, Régis havia publicado nas redes sociais a descoberta e o tratamento do terceiro câncer de sua vida, um mieloma múltiplo. Foi o terceiro diagnostico desde 2016; ele já tratava uma leucemia linfoide crônica e um linfoma não-Hodgkin.

"Descobrimos aí mais uma doença. Já tratamos leucemia, linfoma, não Hodgkin, que estão estabilizados. Mas a gente vem tratando, não estão curados. Dessa vez, descobrimos um mieloma múltiplo, que atinge inclusive os ossos", disse ele em um vídeo.

A filha caçula de Régis, Beatriz, faleceu em 2018 depois de ter sido diagnosticada com leucemia linfoide aguda. Pedro, de 22, teve cinco casos de câncer e morreu com um tumor no cérebro em 2020. A última perda de Régis foi Anna Carolina, de 25 anos, que também descobriu um tumor no cérebro em 2021.

Régis era portador da síndrome hereditária Li-Fraumeni (LFS), condição genética que aumenta em 90% a probabilidade de desenvolver câncer até os 70 anos. A síndrome por si só não provoca sintomas e não tem tratamento e é causada por uma alteração no gene TP53, um gene supressor tumoral. Quando uma pessoa com síndrome tem filho, a possibilidade de que a criança tenha a condição é de 50%.

"Contarei, além da minha fé, da minha vontade de viver, com a minha maior fonte inspiradora. Essa fonte inspiradora é a minha riqueza emoldurada, minha vida emoldurada, meus filhos. Vocês, meus filhos, foram gigantes durante suas lutas contra os diversos cânceres que os atingiram. Nunca murmuraram, não desistiram, e lutaram com força e com esperança até o fim! Pois assim o farei, meus amados filhos, seguirei sempre firme e em frente, lutarei com força e com fé, até o fim, um dia de cada vez!", escreveu Régis durante seu tratamento.

Fonte: Redação Terra Você
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