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Ministro da CGU defende cloroquina: "Se eu pegar, vou tomar"

Wagner Rosário firmou que a decisão de utilizar o medicamento é individual e que tomará o medicamento caso seja contaminado pelo novo coronavírus

14 jul 2020
17h00
atualizado às 18h24
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Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário
Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário
Foto: Fátima Meira / Futura Press

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou que a decisão do presidente Jair Bolsonaro em aumentar a disponibilidade da cloroquina, por meio da produção do medicamento pelo exército, foi "acertadíssima". Mesmo sem eficácia comprovada, o governo federal tem estimulado o uso da droga para tratamento precoce da covid-19.

Durante audiência pública na comissão mista que fiscaliza as ações do governo em relação à pandemia nesta terça-feira, 14, o ministro afirmou que a decisão de utilizar o medicamento é individual e que tomará o remédio caso seja contaminado pelo novo coronavírus.

"Se alguém conseguir apontar para mim o que está comprovado com relação ao covid, a gente só faz o que está comprovado. Eu, se tiver covid, vou tomar cloroquina. Eu acho a decisão do presidente é acertadíssima", disse.

O Ministério Público do Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu, em 18 de junho, abertura de investigação sobre possível superfaturamento na produção de cloroquina no Brasil, além da responsabilidade do presidente ao orientar aumento da produção. Bolsonaro também é alvo de representação à Procuradoria Geral da República (PGR).

"A discussão agora é política, cabe ao Tribunal (de Contas da União) indicar o que deveria ser feito. Eu já sei o que eu faria: eu vou tomar o remédio, quero que o remédio esteja lá, acho que o governo fez corretamente", afirmou.

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Estadão
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