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Letícia Colin provoca reflexão sobre rugas e naturalidade na estética

Aos 36 anos, atriz de Quem Ama Cuida conta que não gostou de perder parte da expressividade facial e reacende debate sobre envelhecimento natural

19 out 2026 - 12h13
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Resumo
Aos 36 anos, a atriz Letícia Colin optou por não usar mais botox para preservar a expressividade facial, impulsionando o debate sobre naturalidade na estética. Especialistas apontam que a toxina botulínica suaviza rugas dinâmicas, mas não freia o envelhecimento, influenciado por genética e hábitos. O setor agora foca na individualização dos procedimentos, permitindo cuidar da pele e suavizar marcas sem paralisar o rosto, integrando a valorização dos traços naturais aos cuidados estéticos.

Aos 36 anos, Letícia Colin tem chamado atenção por uma escolha que vai na contramão da busca por uma pele completamente lisa: preservar as marcas de expressão. A atriz, que está no elenco de Quem Ama Cuida, já experimentou botox, mas conta que não gostou da sensação de perder parte dos movimentos do rosto. Hoje, prefere "cultivar rugas".

Letícia Colin está no elenco de Quem Ama Cuida e já falou sobre sua experiência com botox e a preferência por preservar as marcas de expressão
Letícia Colin está no elenco de Quem Ama Cuida e já falou sobre sua experiência com botox e a preferência por preservar as marcas de expressão
Foto: Reprodução/Globo / Alto Astral

A experiência levanta uma discussão cada vez mais presente no universo da beleza: é possível cuidar da pele sem tentar apagar todos os sinais do tempo? Para especialistas, a busca por resultados naturais tem influenciado a maneira como muitas pessoas encaram os procedimentos estéticos.

Botox precisa deixar o rosto sem expressão?

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, atua reduzindo temporariamente a contração de músculos específicos da face. Por isso, é utilizada principalmente para suavizar as chamadas rugas dinâmicas, que aparecem durante movimentos como sorrir e franzir a testa.

Segundo Simone Lima, especialista em harmonização orofacial, o procedimento também pode ajudar a retardar a transformação de algumas linhas de expressão em marcas permanentes. Isso acontece porque a redução da força muscular diminui o movimento repetitivo sobre a pele.

A especialista ressalta, porém, que o botox não interrompe o envelhecimento. A perda de colágeno, a exposição à radiação ultravioleta, as alterações hormonais e outros fatores continuam influenciando as mudanças da pele ao longo dos anos.

Por isso, começar a usar toxina botulínica cedo não garante uma pele sem rugas. O procedimento atua sobre um dos fatores envolvidos na formação dessas marcas, mas não impede todas as transformações naturais do rosto.

Naturalidade ganha espaço nos procedimentos estéticos

A busca por resultados mais discretos tem mudado as expectativas de quem procura tratamentos estéticos. De acordo com Bárbara Peres, enfermeira formada pela UNIP e pós-graduada em Estética Avançada pelo NEPUGA, muitas pacientes querem cuidar da pele sem perder as características que reconhecem como parte da própria identidade.

"Hoje muitas mulheres não querem necessariamente um rosto sem nenhuma linha. Elas querem cuidar da pele, suavizar aquilo que incomoda e continuar se reconhecendo no espelho. A naturalidade passou a fazer parte do resultado desejado, e isso exige um tratamento muito mais individualizado", explica.

Nesse contexto, preservar os movimentos faciais não significa necessariamente abrir mão dos procedimentos. A quantidade de produto, os pontos de aplicação e os músculos tratados podem ser definidos de acordo com as características de cada pessoa e o resultado desejado.

Para Simone, valorizar a naturalidade também significa respeitar as escolhas individuais. A estética não precisa impor um único padrão de aparência, mas oferecer alternativas para quem deseja suavizar determinadas marcas sem eliminar a expressividade.

Bárbara concorda que cuidar da aparência e aceitar o envelhecimento não são ideias opostas. É possível investir na qualidade da pele e tratar aquilo que incomoda sem buscar uma transformação completa do rosto.

Por que algumas pessoas têm mais rugas do que outras?

As rugas não dependem apenas da idade. Genética, exposição solar, hábitos de vida, qualidade da pele e movimentos faciais ajudam a explicar por que pessoas da mesma faixa etária podem apresentar marcas diferentes.

As rugas dinâmicas aparecem principalmente durante a contração dos músculos. Com o passar do tempo, algumas podem se tornar estáticas, permanecendo visíveis mesmo quando o rosto está em repouso. Outras marcas estão mais relacionadas às alterações estruturais da pele e ao fotoenvelhecimento.

Essa diferença é importante para avaliar quais tratamentos podem fazer sentido em cada caso. Nem todas as linhas têm a mesma origem, e a indicação de um procedimento deve considerar as características e as necessidades individuais.

No caso de Letícia Colin, a preferência por preservar as marcas de expressão coloca em evidência uma discussão que vai além do botox: envelhecer não precisa significar tentar eliminar cada linha do rosto. A decisão de tratar ou não determinadas rugas é pessoal, e a aparência natural também pode fazer parte da escolha de quem busca cuidar da pele.

Alto Astral
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