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Jovem mineiro realiza primeiro transplante de tornozelo do Brasil

Fantástico contou a história do garoto de 17 anos

7 jul 2024 - 22h50
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Garoto de 17 anos foi o primeiro paciente a receber esse tipo de transplante no Brasil
Garoto de 17 anos foi o primeiro paciente a receber esse tipo de transplante no Brasil
Foto: Reprodução/TV Globo

O jovem Victor Miguel, de 17 anos, recebeu em maio deste ano o primeiro transplante de tornozelo realizado no Brasil. A história foi contada pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo, 7.

Apaixonado por futebol, o mineiro de Santa Bárbara perdeu os movimentos do pé esquerdo em decorrência do tratamento de uma leucemia. Antes do transplante, ele chegou a utilizar uma prótese temporária por quatro anos, até 2023, quando completou a fase de desenvolvimento e ficou pronto para uma solução definitiva. 

“Não encontramos nenhum relato de transplante parecido realizado no Brasil. A vantagem desse transplante é preservar o movimento do tornozelo sem aquele desgaste, permitindo que ele faça atividades de impacto”, explicou Rodrigo Simões Castilho, especialista em cirurgia do pé e tornozelo na Rede MaterDei BH, ao Fantástico.

Em dezembro do ano passado, Victor foi cadastrado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), que é o banco destinado para a captação e distribuição de ossos, tendões, cartilagens e meniscos. 

A esperada notícia não demorou para chegar. Em maio deste ano, os médicos foram informados da compatibilidade de cartilagem e tecido ósseo, e a cirurgia foi realizada com sucesso.

Agora, a equipe espera que em seis meses Victor já consiga voltar a andar. Com o passar do tempo, ele também deve retomar a vida que levava antes da perda dos movimentos, inclusive jogando futebol.

Os cuidados, no entanto, não pararam com a realização do transplante. O mineiro vai diariamente a um hospital particular de Belo Horizonte para dar sequência no tratamento. Ele passa cerca de 1h30 recebendo oxigênio sob pressão em uma câmara hiperbárica com o intuito de melhorar a circulação nos tecidos, controlar o inchaço e estimular a formação de novos vasos que vão auxiliar na cicatrização.

Para o futuro, Victor tem um sonho fora das quadras de futsal. O garoto quer se tornar médico oncologista para ajudar crianças que passaram pelo mesmo que ele.

Fonte: Redação Terra
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