Guia rápido: como escolher o protetor solar certo
Escolher o protetor solar certo vai além do FPS. Veja os principais fatores que ajudam a proteger a pele e prevenir danos causados pelo sol no dia a dia.
Protetor solar no dia a dia
Com as temperaturas mais altas e o aumento da exposição ao sol, o uso diário de protetor solar deixa de ser apenas um cuidado estético e passa a ser uma questão de saúde. Estudos da International Organization for Standardization indicam que o uso regular do protetor solar desde a infância pode reduzir significativamente o risco de câncer de pele ao longo da vida.
Para a dermatologista Lorena Mesquita, professora da Afya Ribeirão Preto, a fotoproteção precisa fazer parte da rotina, independentemente da estação do ano. "O protetor solar é a principal barreira contra os danos causados pela radiação ultravioleta, especialmente em períodos de calor intenso", explica.
Apesar disso, dados recentes mostram que muitas pessoas ainda não adotam esse hábito diariamente, o que ajuda a explicar por que o câncer de pele segue como o tipo mais comum no Brasil.
O que observar antes de comprar um protetor solar
Escolher o protetor ideal vai além do preço ou da marca. Segundo a especialista, alguns critérios fazem toda a diferença na eficácia da proteção.
1. Proteção de amplo espectro
O protetor solar deve proteger contra os raios UVA e UVB. Essa combinação é essencial para prevenir queimaduras, envelhecimento precoce e danos mais profundos ao DNA da pele.
2. Fator de Proteção Solar (FPS)
Para o dia a dia, o FPS 30 costuma ser o mínimo recomendado. Já em situações de maior exposição, como praia, piscina ou longos períodos ao ar livre, optar por um FPS mais alto oferece uma margem extra de segurança.
3. Textura adequada ao seu tipo de pele
Peles oleosas tendem a se adaptar melhor a fórmulas em gel, oil free ou não comedogênicas. Já peles secas podem se beneficiar de protetores mais cremosos ou com ativos hidratantes.
4. Resistência à água e reaplicação
Em dias quentes, o suor é inevitável. Protetores resistentes à água ajudam a manter a proteção por mais tempo, mas a reaplicação a cada duas horas — ou após nadar e suar excessivamente — continua sendo indispensável.
5. Ingredientes e tolerância da pele
Peles sensíveis costumam responder melhor a filtros físicos, como o óxido de zinco. Já os filtros químicos tendem a ter textura mais leve, mas podem causar irritação em algumas pessoas. Ler o rótulo e conhecer a própria pele é fundamental.
Além do uso do protetor solar, a dermatologista reforça a importância de medidas complementares, como chapéus, óculos escuros, roupas com proteção UV e a redução da exposição solar entre 10h e 16h. O alerta vale também para dias nublados e ambientes internos com luz natural, já que a radiação ultravioleta se acumula ao longo do tempo e contribui para manchas, envelhecimento precoce e doenças de pele.