Script = https://s1.trrsf.com/update-1785273314/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Fumo passivo de vape: quais são os riscos à saúde?

Embora produza aerossol em vez de fumaça, o cigarro eletrônico também pode expor outras pessoas a substâncias potencialmente nocivas

31 jul 2026 - 13h58
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Cigarros eletrônicos, embora vistos como menos nocivos, liberam um aerossol com substâncias químicas que podem afetar quem está por perto. Especialistas alertam para os riscos do chamado 'fumo passivo de vape', destacando a necessidade de evitar seu uso em ambientes fechados e próximos de grupos vulneráveis, como crianças e gestantes. 🚭

Os cigarros eletrônicos ganharam popularidade nos últimos anos, principalmente entre adolescentes e adultos jovens. Como não queimam tabaco, muitas pessoas acreditam que o vape não oferece riscos para quem está ao redor. Mas será que isso é verdade?

O aerossol liberado pelo vape também pode afetar pessoas que não utilizam o dispositivo
O aerossol liberado pelo vape também pode afetar pessoas que não utilizam o dispositivo
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Embora o cigarro eletrônico não produza a fumaça típica do cigarro convencional, ele libera um aerossol, popularmente chamado de "vapor". Esse aerossol contém diferentes substâncias químicas que podem ser inaladas por pessoas próximas ao usuário. Por isso, especialistas afirmam que a exposição passiva ao vape existe e merece atenção.

O que é o fumo passivo de vape?

Ao utilizar um cigarro eletrônico, o líquido presente no dispositivo é aquecido e transformado em um aerossol. Além do que é expirado pelo usuário, parte desse material permanece suspensa no ambiente por algum tempo.

Dependendo do produto utilizado, o aerossol pode conter nicotina, partículas ultrafinas, metais pesados, compostos orgânicos voláteis e outras substâncias potencialmente irritantes para o sistema respiratório.

Embora a quantidade dessas substâncias seja, em muitos casos, menor do que a encontrada na fumaça do cigarro tradicional, isso não significa que a exposição seja isenta de riscos.

Quais são os possíveis riscos para quem está por perto?

As pesquisas sobre os efeitos do fumo passivo de vape ainda estão em andamento, mas estudos já mostram que a exposição ao aerossol pode causar irritação nos olhos, nariz e garganta em pessoas mais sensíveis.

Além disso, partículas muito pequenas conseguem penetrar profundamente nas vias respiratórias, o que preocupa especialistas principalmente quando a exposição acontece de forma frequente e em ambientes fechados.

Outro ponto importante é a presença de nicotina em muitos dispositivos. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças respiratórias, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), podem ser mais vulneráveis aos efeitos dessa exposição.

Leia também: Casos de sarampo aumentam em SP: Ministério da Saúde recomenda vacinação.

Vape é mais seguro do que o cigarro comum?

Embora alguns estudos indiquem que o cigarro eletrônico libera menos substâncias tóxicas do que o cigarro convencional, isso não significa que ele seja seguro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversas sociedades médicas alertam que ainda existem muitas incertezas sobre os efeitos do uso prolongado dos cigarros eletrônicos, tanto para quem utiliza quanto para quem convive com usuários.

Além disso, os líquidos utilizados nos dispositivos variam bastante em composição, o que dificulta prever exatamente quais substâncias estão sendo inaladas em cada produto.

Como reduzir a exposição ao aerossol?

Mesmo que os riscos ainda estejam sendo investigados, especialistas recomendam algumas medidas para proteger quem está ao redor:

  • evitar o uso de vape em ambientes fechados;
  • não utilizar o dispositivo próximo de crianças, gestantes ou idosos;
  • manter os ambientes bem ventilados;
  • respeitar espaços livres de fumaça e de cigarros eletrônicos.

O que diz a Anvisa?

No Brasil, a comercialização, a importação e a propaganda de cigarros eletrônicos continuam proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão leva em consideração as evidências disponíveis sobre os riscos à saúde e o aumento do consumo entre jovens.

Além disso, entidades médicas reforçam que ainda não há comprovação de que os dispositivos sejam seguros ou representem uma alternativa livre de danos.

Vale a pena se preocupar?

Sim. Embora o aerossol liberado pelos cigarros eletrônicos seja diferente da fumaça produzida pelo cigarro convencional, o chamado "fumo passivo de vape" existe e pode expor pessoas próximas a partículas e substâncias potencialmente nocivas.

Como os estudos sobre os efeitos de longo prazo ainda estão em desenvolvimento, a recomendação de especialistas é evitar o uso do dispositivo em ambientes compartilhados e proteger, principalmente, grupos mais vulneráveis, como crianças, gestantes e pessoas com doenças respiratórias.

Saúde em Dia
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra