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Estudo pede acréscimo de ácido fólico em farinha para evitar más-formações

18 dez 2015 - 10h07
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Um estudo divulgado nesta quinta-feira no Reino Unido pede ao governo para reforçar a farinha com ácido fólico, tal como fazem outros 78 países, para evitar más-formações no feto.

De acordo com a pesquisa, elaborada por cientistas da universidade de Queen Mary em Londres e da universidade de Oxford, pelo menos dois mil casos de bebês com más-formações poderiam ter sido evitados desde 1998 se o Executivo tivesse adotado a recomendação de reforçar a farinha.

Os autores apontam que, entre 1998 e 2012, prevaleceu no Reino Unido o número de gravidezes com defeitos no tubo neural, enquanto nos Estados Unidos, onde nesse mesmo período se acrescentou ácido fólico na farinha, "se reduziu a incidência em 23%".

Os especialistas calculam que, se tivesse sido tomada a mesma medida neste país, os casos de más-formações teriam caído em 21%, equivalente a 2.014 casos.

No mês passado, a comissão científica assessora em nutrição (SACN, na sigla em inglês) voltou a pedir aos ministros para aplicar as diretrizes emitidas em 2000, 2006 e 2009 para melhorar a ingestão de ácido fólico entre as grávidas.

Segundo a SACN, o número de abortos por defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia, aumentou nos últimos anos na Inglaterra e no País de Gales, com 430 em 2013, contra 390 em 2012 e 299 em 2009.

Atualmente, o sistema de saúde público britânico recomenda tomar 400 microgramas por dia da vitamina durante a concepção e nos primeiros três meses da gravidez, mas se considera que isto não seja suficiente, pois muitas mulheres não se dão conta que estão grávidas a tempo para se beneficiar.

Os autores do estudo, publicado em "Archives of Disease in Childhood", assinalam que pedir às mulheres que tomem as pastilhas não está funcionando como prevenção e seria mais eficaz enriquecer a farinha, um processo "muito seguro" e sem contraindicações.

EFE   
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