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Estresse constante pode diminuir a qualidade do esperma

Estudo realizado pela Universidade Ben-Gurion de Neguev avaliou amostras de esperma e conclui que períodos de estresses são prejudiciais

7 jun 2018
15h00
atualizado às 15h56
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Segundo um estudo feito pela Universidade Ben-Gurion do Neguev, em parceria com o centro médico de Soroka, em Israel, o estresse pode diminuir a qualidade do esperma, prejudicando sua mobilidade. 

Pesquisa aponta que estresse é prejudicial à mobilidade do esperma
Pesquisa aponta que estresse é prejudicial à mobilidade do esperma
Foto: Kacper Pempel / Reuters

O estudo foi apresentado na Convenção Internacional de Genética e Reprodução Assistida, em Israel, e mostrou que mais de 37% das amostras de esperma que foram colhidas para a pesquisa, durante um período estressante para os homens, tinham uma baixa taxa de mobilidade, o que consequentemente diminui as chances de haver fecundação.

"O estresse mental é conhecido por ter efeitos adversos na fertilidade, mas há poucas pesquisas que ilustram o impacto que este causa na qualidade do esperma", diz Eliahu Levitas, pesquisador na Universidade Ben-Gurion, na área de ciências médicas.

Notoriamente prejudical para a saúde física e psicológica, o estresse causado por diversos eventos, como o início de um novo emprego, ou o término de um relacionamento. E ele se manifesta no corpo de diversas formas, causando sensações como a irritação e a preocupação.  

Como o estudo foi feito

O estudo contou com a doação de 10.536 amostras de esperma, que foram coletadas durante períodos não estressantes entre 2009 e 2017. Logo após, essas amostras foram comparadas com outras 659, coletadas enquanto acontecia um conflito militar entre Israel e Gaza, durante os anos de 2012 e 2014. A idade média dos doadores era de 32 anos e 44% deles eram fumantes. Ao comparar a qualidade das amostras colhidas durante períodos estressantes e períodos calmos, a diferença era clara.

Em entrevista ao periódico, Levitas, que também é diretor do Banco de Esperma de Soroka, afirma que até mesmo homens que ouviram apenas sirenes de aviso, alertando sobre a chegada de ataques aéreos, sofreram os impactos do estresse por um longo período. "Estamos surpresos que há uma conexão entre uma questão de segurança e a contagem de espermatozoides", conclui.

Resultados

Normalmente, a probabilidade de uma fraca mobilidade do esperma, em amostras retiradas durante um período de estresse, aumenta para 47%. Consequentemente, isto pode levar à infertilidade, já que o esperma tem menos probabilidades de fertilizar o óvulo.

 

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