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Epidemia de cólera no Iêmen já causou 478 mortes, diz governo rebelde

29 mai 2017
13h18
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Pelo menos 478 pessoas morreram pela epidemia de cólera que vem se expandindo no Iêmen, informou à Agência Efe nesta segunda-feira o encarregado de monitorar as epidemias do Ministério da Saúde das forças rebeldes iemenitas.

Abdallah al Qatabri detalhou que os casos mortais foram registrados entre 27 de abril, data na qual foi declarada a primeira morte por esta doença, e 27 de maio.

A província mais afetada é a de Sana, onde está a capital do país, com 82 mortos pela doença. Haya, no nordeste do Iêmen, e Amran, no noroeste, tem 62 e 60 vítimas fatais, respectivamente.

As províncias são controladas pelos rebeldes xiitas houthis, que dominam amplas regiões do norte e do centro do Iêmen.

Nas regiões ao sul do país, controladas pelas autoridades reconhecidas pela comunidade internacional, menos casos foram registrados. Áden, sede do governo provisório do presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi, por exemplo, tem 13 mortes registradas.

As organizações internacionais estão em alerta para conter a epidemia, que tem se expandido de forma muito rápida no último mês e já afeta 18 das 22 províncias do Iêmen.

A Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou na semana passada que o surto de cólera pode se tornar "incontrolável" devido ao elevado ritmo de contágio.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) estimou no último dia 24 em 398 o número de mortos pela epidemia de cólera no Iêmen e em cerca de 40 mil os possíveis casos de contágio desde a explosão do surto em abril.

A ONU pediu 55,4 milhões para conter a expansão da doença e bancar o tratamento pelos próximos seis meses. Segundo a ONU, cerca de 100 mil pessoas podem contrair a doença se a epidemia não for controlada.

EFE   

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