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Entenda a erisipela: causas, sintomas e riscos da infecção bacteriana

A erisipela representa uma infecção bacteriana aguda que atinge principalmente a pele e o tecido logo abaixo dela.

27 mar 2026 - 14h30
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A erisipela representa uma infecção bacteriana aguda que atinge principalmente a pele e o tecido logo abaixo dela. Ela causa vermelhidão intensa, dor e inchaço. Em geral, a doença surge de forma súbita, com uma área bem delimitada, quente e sensível ao toque. Na maioria das vezes, ela afeta as pernas. No entanto, pode atingir outras regiões do corpo, especialmente em pessoas com fatores de risco específicos.

Esse tipo de infecção cutânea se relaciona diretamente ao desequilíbrio da barreira de proteção da pele. Pequenos cortes, micose entre os dedos, feridas ou mesmo ressecamento intenso abrem caminho para a entrada de bactérias. Por isso, o cuidado diário com a pele, os pés e a circulação das pernas exerce papel importante na prevenção da erisipela e de suas complicações. Além disso, essas medidas também ajudam a preservar a saúde geral da pele.

O que é erisipela e como essa infecção se desenvolve?

A erisipela corresponde a uma infecção bacteriana da pele. Na maior parte dos casos, estreptococos beta-hemolíticos do grupo A causam o problema. Essas bactérias também se associam a outras doenças infecciosas. Elas penetram na pele por portas de entrada, como fissuras, feridas cirúrgicas, úlceras, picadas de inseto ou áreas com micose. Em seguida, após invadir os tecidos superficiais, essas bactérias se multiplicam rapidamente e provocam inflamação local.

Quando se instala, a erisipela provoca uma área de pele avermelhada, inchada e com bordas bem definidas. Muitas vezes, ela também acompanha febre e mal-estar geral. A infecção se espalha pela rede de vasos linfáticos da pele. Isso explica a rapidez com que a mancha aumenta de tamanho. Em vários casos, o paciente também percebe aumento de gânglios linfáticos próximos à região afetada. Além disso, a pele pode ficar mais brilhante e tensa por causa do inchaço.

Erisipela_depositphotos.com / frankviryapan.gmail.com
Erisipela_depositphotos.com / frankviryapan.gmail.com
Foto: Giro 10

Quais são as principais causas e fatores de risco da erisipela?

O principal agente causador da erisipela é a bactéria Streptococcus pyogenes. No entanto, a simples presença dessa bactéria não basta para o desenvolvimento da infecção. Antes disso, precisa existir uma porta de entrada na pele. Além disso, fatores que favorecem a proliferação do microrganismo e enfraquecem a defesa do organismo também contribuem.

Entre os fatores de risco mais comuns associados à erisipela estão:

  • Lesões na pele: cortes, arranhões, feridas crônicas, escoriações e úlceras de perna.
  • Micose entre os dedos dos pés (pé de atleta), que provoca rachaduras e facilita a entrada de bactérias.
  • Insuficiência venosa e linfedema: pernas constantemente inchadas, varizes importantes e acúmulo de líquido nos tecidos.
  • Diabetes mellitus, que pode comprometer a circulação e a imunidade local.
  • Obesidade, associada a maior pressão sobre os membros inferiores e alterações de circulação.
  • Histórico prévio de erisipela, que aumenta a chance de novos episódios na mesma região.

Esses fatores não apenas aumentam o risco de surgimento da erisipela, como também favorecem quadros recorrentes. Por isso, além do tratamento da infecção bacteriana, o médico também precisa atuar diretamente sobre esses elementos. Dessa forma, ele reduz o risco de novas crises. Em alguns casos, a orientação inclui perda de peso, controle rigoroso da glicemia e tratamento de varizes.

Quais são os sintomas da erisipela?

Os sintomas da erisipela costumam se instalar de maneira relativamente rápida, em horas ou poucos dias. A manifestação mais característica corresponde a uma área de pele vermelha, quente, dolorosa e bem delimitada. Em geral, essa área aparece em uma das pernas. Em muitos casos, a pessoa relata sensação de ardor ou queimação no local, acompanhada de aumento de volume da região.

Além da alteração na pele, a infecção costuma vir acompanhada de sinais gerais, como:

  • Febre, muitas vezes acima de 38 ºC.
  • Calafrios e mal-estar.
  • Dores no corpo e cansaço.
  • Dor ao caminhar, quando a erisipela atinge os membros inferiores.
  • Sensibilidade aumentada ao toque na área acometida.

Em alguns casos, surgem pequenas bolhas cheias de líquido sobre a pele inflamada. Os gânglios linfáticos próximos, como os da virilha quando a infecção está na perna, também podem aumentar e ficar doloridos. A intensidade desses sinais varia conforme o estado geral da pessoa. Além disso, a rapidez na procura por atendimento médico e a presença de doenças associadas influenciam o quadro. Em crianças e idosos, os sintomas podem se mostrar mais intensos e exigir vigilância maior.

Quais são os riscos e complicações da erisipela não tratada?

Quando o médico identifica a erisipela e inicia o tratamento adequado, o quadro tende a evoluir bem. Em geral, o paciente responde ao uso de antibióticos de forma satisfatória. No entanto, se a pessoa demora para buscar ajuda ou apresenta muitos fatores de risco, a infecção pode avançar. Nessa situação, ela gera complicações importantes. Algumas delas trazem potencial de gravidade e exigem monitorização cuidadosa.

Entre os principais riscos associados à erisipela estão:

  1. Abscessos e necrose de pele: acúmulo de pus e destruição de tecidos superficiais.
  2. Propagação da infecção para camadas mais profundas, com envolvimento de fáscias e músculos.
  3. Sepse: resposta inflamatória sistêmica grave, quando as bactérias ou suas toxinas alcançam a corrente sanguínea.
  4. Linfedema crônico: alterações permanentes da drenagem linfática, levando a inchaço persistente da região.
  5. Recorrência frequente da erisipela, especialmente em pessoas com problemas circulatórios nas pernas.

Essas complicações aparecem com maior frequência em indivíduos com imunidade comprometida, idosos e pessoas com diabetes descompensado. Além disso, pacientes com problemas circulatórios avançados também enfrentam mais riscos. A observação cuidadosa dos sintomas e a avaliação médica precoce evitam a progressão da infecção. Portanto, a pessoa não deve esperar a piora do quadro para procurar atendimento.

Como prevenir a erisipela e reduzir o risco de novas infecções?

A prevenção da erisipela envolve uma combinação de cuidados com a pele, controle de doenças de base e atenção especial às pernas. Essa região sofre acometimento com maior frequência. A estratégia preventiva se torna particularmente importante para quem já teve episódios anteriores. Nesses casos, a chance de recidiva se mantém elevada em alguns perfis de pacientes.

Entre as medidas úteis para reduzir o risco de erisipela estão:

  • Manter a pele limpa e hidratada, evitando ressecamento intenso e rachaduras.
  • Tratar micoses nos pés e entre os dedos assim que surgirem.
  • Observar diariamente a presença de cortes, bolhas ou feridas, principalmente em quem tem diabetes.
  • Controlar o inchaço nas pernas com elevação dos membros e uso de meias de compressão quando o médico indicar.
  • Manter o acompanhamento médico regular em casos de linfedema ou insuficiência venosa.

Em algumas situações específicas, profissionais de saúde indicam esquemas preventivos com antibióticos para pessoas com episódios repetidos de erisipela. Essa avaliação, porém, ocorre de forma individualizada. O médico considera o histórico clínico, a gravidade das infecções anteriores e a presença de fatores de risco que não permitem correção completa. Além disso, ele pesa os benefícios e os riscos do uso prolongado de antibióticos.

Com informação adequada, atenção a sinais precoces e cuidado constante com a pele, a pessoa reduz o impacto da erisipela. Ela também evita complicações e limita a ocorrência de novos episódios dessa infecção bacteriana. Dessa forma, o paciente melhora a qualidade de vida e preserva a função das pernas e dos pés.

Erisipela_depositphotos.com / frankviryapan.gmail.com
Erisipela_depositphotos.com / frankviryapan.gmail.com
Foto: Giro 10
Giro 10
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