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Entenda a diferença entre o colesterol bom e o ruim

Um pode ser responsável por inúmeras doenças cardiovasculares; outro é importante aliado na produção de hormônios

30 ago 2021 17h50
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Colesterol ruim pode comprometer a saúde do sistema cardíaco
Colesterol ruim pode comprometer a saúde do sistema cardíaco
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Quando falamos em colesterol, grande parte das pessoas já o associam a doenças, excesso de peso e falta de controle com a alimentação. Não estão erradas, uma vez que o colesterol alto é um dos maiores responsáveis por doenças cardíacas. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 300 mil pessoas sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) por ano no Brasil. E desses, 30% acabam falecendo. Além disso, obesidade, sedentarismo e fatores genéticos estão entre as principais causas do excesso de colesterol no organismo.

Por outro lado, não podemos demonizar o bom colesterol. Em quantidades controladas no organismo, ele pode ser um grande aliado na produção de hormônios sexuais e na absorção de vitamina D. Fugir do colesterol ruim e manter níveis aceitáveis do bom é uma das chaves para alcançar uma saúde equilibrada.

"Primeiro, é importante ressaltar que nem todo colesterol é igual. Temos, por exemplo, o colesterol HDL, considerado o bom colesterol, que, quando em excesso, é decomposto e removido do corpo. Já o colesterol LDL, conhecido como mau colesterol, pode, quando em grandes quantidades, gerar o acúmulo de placas de gordura nas artérias, impedindo ou dificultando a passagem do sangue e levando a graves complicações, como AVC ou infarto", afirma o médico nutrólogo e cardiologista Dr. Juliano Burckhardt, membro Titular da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Inimigo silencioso

Para se prevenir dos males do colesterol é necessário preocupar-se com o estilo de vida. Apostar em alimentos saudáveis e atividades físicas são excelentes atitudes para cuidar da saúde. Porém, não se pode descartar a importância de realizar exames periódicos para monitorar o nível de colesterol no organismo, uma vez que condições genéticas também podem influenciar.

Além disso, quando o organismo começar a dar sinais de que o colesterol está elevado, pode ser tarde. "O grande problema dos altos níveis de colesterol no sangue está no fato de ser uma intercorrência silenciosa: o colesterol aumentado pode não causar sintoma nenhum, obstruindo as artérias aos poucos. Então, em alguns casos, a primeira manifestação da alta do colesterol é um evento como infarto ou derrame, quando já é tarde para prevenir", alerta a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBAVC).

Prevenção

Além de realizar exames para controlar os níveis de colesterol, vale a pena tomar alguns cuidados preventivos. Um deles é substituir gorduras saturadas de produtos industrializados por boas gorduras, como azeite, castanhas e abacate. Evitar açúcar refinado, incluir fibras na dieta, praticar atividades físicas e largar o vício do cigarro são outras atitudes que contribuem com a regulação do colesterol no organismo.

"A redução do colesterol é uma das medidas mais importantes para promover a saúde geral do coração. Infelizmente, poucas pessoas entendem as etapas essenciais para atingir essa meta. Além de reduzir a ingestão de determinados alimentos, o aumento do consumo de gorduras saudáveis e fibras também é essencial", conta o Dr. Burckhardt.

Saúde em Dia
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