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Enfermeira leva 850 flores cultivadas em casa a pacientes internados e transforma gesto em uma corrente de carinho que mobiliza a comunidade

Flores para pacientes internados: uma enfermeira transformou flores do próprio jardim em um gesto de carinho que conquistou um hospital inteiro.

13 out 2026 - 21h00
(atualizado às 21h02)
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Resumo
A enfermeira Sarah Skinner transformou a jardinagem em um ato de acolhimento ao criar o "Dia das Dálias", entregando 850 flores de seu jardim a pacientes internados no UMass Memorial Medical Center, nos Estados Unidos. O projeto, criado para amenizar a rotina de internações graves, expandiu-se e hoje mobiliza cerca de 50 voluntários da comunidade e do hospital, transformando um gesto simples em uma emocionante corrente de carinho e esperança para centenas de pessoas.

Iniciativa começou com uma ideia simples e ganhou apoio de colegas e moradores da comunidade, levando momentos de alegria a pessoas em tratamento hospitalar

Sarah Skinner aparece em dois registros com as dálias cultivadas para a iniciativa. Crédito: UMass Memorial Health.
Sarah Skinner aparece em dois registros com as dálias cultivadas para a iniciativa. Crédito: UMass Memorial Health.
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Uma flor pode parecer para alguns um presente simples, mas, para quem está internado e enfrenta dias difíceis longe de casa, ela pode representar um momento de carinho inesperado.

Foi pensando nisso que a enfermeira Sarah Skinner decidiu compartilhar com pacientes de um hospital algo que cultivava no próprio jardim. A ideia começou de forma modesta, mas ganhou tantos adeptos que se transformou em uma tradição.

No dia 8 de outubro, ela levou 850 dálias ao UMass Memorial Medical Center, em Worcester, no estado norte-americano de Massachusetts. A iniciativa, batizada de Dahlia Day, ou Dia das Dálias, já mobiliza colegas de trabalho e moradores da comunidade.

Como um jardim virou uma forma de acolhimento

Sarah trabalha como enfermeira especializada e coordenadora clínica de cuidados intensivos. No hospital, acompanha de perto as dificuldades enfrentadas por pacientes e familiares em momentos delicados.

Segundo relatou à revista People, o trabalho em unidades de terapia intensiva envolve muita tristeza e o contato com famílias que vivem alguns dos dias mais difíceis de suas vidas.

Nesse cenário, cultivar flores se tornou uma atividade compartilhada entre colegas.

Durante a pandemia de Covid-19, o hábito ganhou força, com profissionais trocando tubérculos (estruturas subterrâneas que dão origem a novas plantas) e dicas de jardinagem.

Com o tempo, muitos passaram a ter mais flores do que conseguiam aproveitar. Sarah, então, começou a considerar a possibilidade de levá-las aos pacientes.

Em 2024, apresentou a ideia à direção do hospital e recebeu apoio para colocá-la em prática.

O que acontece quando as flores chegam aos quartos

Sarah contou à People que percebe a mudança no ambiente quando a equipe entra nas unidades carregando baldes de flores. Muitos pacientes sorriem e agradecem pelo gesto.

Uma das histórias que mais a marcaram foi a de uma paciente que atravessava um período de muita preocupação e estresse.

No ano anterior, ela recebeu uma flor acompanhada de um cartão no quarto e, mais tarde, entrou em contato para dizer que o presente havia ajudado a tornar aquele momento um pouco mais leve.

O relato ajuda a entender o propósito da iniciativa. Em meio às dificuldades de uma internação, um gesto inesperado pode oferecer um momento de acolhimento a quem está longe de casa e enfrenta dias de incerteza.

Uma ideia que se multiplicou

O Dia das Dálias deixou de ser uma iniciativa individual e passou a mobilizar diferentes grupos da comunidade. Além dos colegas do hospital, participam uma associação de cultivadores de dálias, um grupo juvenil de West Boylston, grupos de mães e outros moradores que também cultivam flores.

Segundo Sarah, o projeto já reúne quase 50 participantes.

A escolha das dálias também combina com a história. Seus tubérculos podem gerar novas plantas, permitindo que o cultivo se multiplique a cada temporada.

Sarah vê nessa característica uma semelhança com o próprio projeto, que começou com uma ideia simples e passou a alcançar centenas de pacientes.

Ela espera manter a tradição nos próximos anos e, se possível, estender a distribuição a outras unidades do centro médico.

Mais do que as flores, a iniciativa leva aos pacientes uma lembrança de que há pessoas dispostas a tornar um momento difícil um pouco mais leve.

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Fonte: SaúdeLAB
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