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Adenocarcinoma pulmonar: entenda o câncer diagnosticado no Papa Leão XIV

Diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, Papa Leão XIV passou por cirurgia para retirada de um nódulo; entenda os sintomas, fatores de risco e tratamentos da doença

13 out 2026 - 19h07
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Resumo
O papa Leão XIV passou por uma cirurgia bem-sucedida em Roma para remover um nódulo pulmonar diagnosticado como adenocarcinoma, tipo comum de câncer de pulmão que atinge fumantes e não fumantes. A doença costuma ser assintomática no início, o que dificulta a detecção precoce, mas avanços médicos têm ampliado as opções de tratamento. O pontífice deve ficar internado por cerca de uma semana, e seus compromissos foram suspensos enquanto a equipe médica avalia a conduta terapêutica a ser seguida.

O papa Leão XIV, de 71 anos, passou por uma cirurgia nesta terça-feira (13), no Hospital Gemelli, em Roma, para retirar um nódulo identificado no pulmão durante exames de rotina. Segundo as informações divulgadas, o procedimento foi concluído com sucesso, mas a análise da lesão revelou um diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um dos tipos mais frequentes de câncer de pulmão.

Entenda o que é adenocarcinoma pulmonar, câncer diagnosticado no Papa Leão XIV, os sintomas, fatores de risco e opções de tratamento
Entenda o que é adenocarcinoma pulmonar, câncer diagnosticado no Papa Leão XIV, os sintomas, fatores de risco e opções de tratamento
Foto: Reprodução/YouTube / Bons Fluidos

A doença pode atingir tanto fumantes quanto pessoas que nunca tiveram contato direto com o cigarro. Além disso, costuma apresentar poucos sinais em seus estágios iniciais, o que pode dificultar sua identificação precoce.

Apesar da gravidade do diagnóstico, os avanços da medicina têm ampliado as possibilidades de tratamento nos últimos anos. Atualmente, terapias direcionadas a características específicas do tumor e medicamentos que estimulam a resposta do sistema imunológico fazem parte das alternativas disponíveis para determinados pacientes.

O que é adenocarcinoma pulmonar?

O adenocarcinoma pulmonar é um tumor maligno que se desenvolve a partir de células com características glandulares presentes no tecido que reveste determinadas estruturas dos pulmões. Ele faz parte do grupo dos cânceres de pulmão de não pequenas células, que reúne a maioria dos diagnósticos da doença.

Embora o termo adenocarcinoma também seja utilizado para tumores encontrados em órgãos como intestino, estômago e mama, cada doença possui características próprias, relacionadas ao tecido em que se desenvolve.

No caso dos pulmões, esse tipo de câncer pode surgir em diferentes regiões do órgão, sendo frequentemente identificado em áreas mais periféricas. O tabagismo é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento da doença. Entretanto, o adenocarcinoma também pode ocorrer em pessoas que nunca fumaram, especialmente devido à combinação de fatores ambientais, genéticos e individuais.

Quais são os principais sintomas?

Um dos desafios do adenocarcinoma pulmonar é que, em suas fases iniciais, ele pode evoluir sem provocar manifestações evidentes. Por esse motivo, alguns tumores acabam sendo identificados durante exames realizados por outras razões. Conforme a doença progride, porém, determinados sinais podem aparecer. Entre os mais comuns, estão:

  • Tosse persistente ou que apresenta mudanças em suas características;
  • Presença de sangue ao tossir;
  • Falta de ar, inclusive durante atividades habituais;
  • Dor ou desconforto na região do peito;
  • Cansaço frequente e sem explicação aparente;
  • Perda de peso involuntária.

É importante destacar que esses sintomas não indicam necessariamente a presença de câncer, já que também podem ocorrer em outras condições respiratórias. Entretanto, quando persistem ou surgem sem uma causa conhecida, precisam da avaliação de um profissional de saúde. Tossir sangue, em particular, exige avaliação médica rápida.

O que aumenta o risco de desenvolver a doença?

Embora o cigarro seja um dos fatores de risco mais conhecidos para o câncer de pulmão, ele não é o único. A exposição frequente à fumaça de outras pessoas, conhecida como tabagismo passivo, também pode contribuir para o desenvolvimento de tumores.

Outras situações que merecem atenção incluem o contato prolongado com substâncias como amianto, sílica e radônio, além da exposição à poluição atmosférica. O histórico familiar de câncer de pulmão e determinadas condições respiratórias também podem estar associados a um risco aumentado.

Além disso, alterações genéticas presentes nas células tumorais, como as que envolvem os genes EGFR, ALK e KRAS, desempenham um papel importante no desenvolvimento de alguns adenocarcinomas. Essas alterações nem sempre são hereditárias e podem surgir ao longo da vida.

Como é feito o tratamento do adenocarcinoma pulmonar?

A escolha do tratamento depende de diferentes características, incluindo o estágio da doença, o tamanho e a localização do tumor, as condições clínicas do paciente e a presença de alterações moleculares específicas. Quando o câncer é identificado em uma fase inicial e está restrito a uma região do pulmão, a cirurgia pode ser uma das principais alternativas. Dependendo do caso, também podem ser indicadas radioterapia, quimioterapia ou outros tratamentos complementares.

As possibilidades de cura estão diretamente relacionadas às características do tumor, especialmente à extensão da doença no momento do diagnóstico. Quando o câncer está localizado e pode ser removido completamente, as perspectivas costumam ser mais favoráveis. Entretanto, isso não significa que todos os casos identificados precocemente terão o mesmo resultado.

É possível prevenir o câncer de pulmão?

Nem todos os casos podem ser evitados, mas algumas atitudes ajudam a diminuir o risco de desenvolver a doença. A principal delas é não fumar. Para quem utiliza cigarros ou outros produtos derivados do tabaco, abandonar o hábito é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde pulmonar.

Também é recomendado evitar a exposição à fumaça de outras pessoas e adotar medidas de proteção em ambientes profissionais que envolvam contato com substâncias cancerígenas.

Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente e cuidar da saúde de maneira geral são hábitos importantes para o bem-estar, embora não eliminem o risco de câncer.

Outro ponto fundamental é conversar com um médico sobre a necessidade de rastreamento. Pessoas com histórico significativo de tabagismo podem se beneficiar de exames específicos, como a tomografia computadorizada de baixa dose, conforme a idade e os fatores de risco. Esse acompanhamento não indica-se indiscriminadamente para toda a população.

Como está a recuperação do papa Leão XIV?

O pontífice foi ao Hospital Gemelli, na capital italiana, após a identificação de um nódulo pulmonar em exames médicos de rotina. Na chegada à unidade, ele cumprimentou os fiéis que aguardavam notícias sobre seu estado de saúde. Uma equipe médica liderada pelo cirurgião torácico Stefano Margaritora conduziu o procedimento e, segundo o comunicado divulgado pelo Vaticano, terminou com sucesso.

A expectativa informada é de que Leão XIV permaneça hospitalizado por aproximadamente uma semana para recuperação. Seus compromissos oficiais e audiências foram suspensos até 20 de outubro.

A evolução clínica e os próximos passos do tratamento dependerão das avaliações realizadas pela equipe responsável, incluindo a análise detalhada do tumor retirado durante a cirurgia.

Bons Fluidos
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