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Dor no joelho é limite para o exercício após os 50?

Dores persistentes no joelho não precisam significar o fim da atividade física após os 50; com diagnóstico e tratamento adequados, é possível manter uma vida ativa com segurança

3 fev 2026 - 17h10
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Com o avanço da idade, muitas pessoas passam a conviver com dores no joelho e, diante disso, surge uma dúvida comum: será que é preciso abandonar a atividade física após os 50 anos?

Dor no joelho após os 50 não é sentença de sedentarismo. Avaliação médica e cuidado correto fazem toda a diferença
Dor no joelho após os 50 não é sentença de sedentarismo. Avaliação médica e cuidado correto fazem toda a diferença
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Especialistas garantem que não. Na maioria dos casos, a dor não deve ser encarada como um limite definitivo, mas como um sinal de que algo precisa ser avaliado e tratado corretamente.

O joelho é uma das articulações mais exigidas do corpo. Ele suporta impacto, peso e movimentos repetitivos, especialmente em práticas como caminhada, corrida, musculação e esportes recreativos.

Com o tempo, desgastes naturais podem aparecer, mas isso não significa que a vida ativa precisa acabar.

Envelhecimento não é sinônimo de imobilidade

O aumento da longevidade mudou a relação das pessoas maduras com o exercício. Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil) mostram que cerca de 67% dos adultos acima dos 50 anos praticam ao menos 150 minutos semanais de atividade física.

Esse movimento é positivo, mas também expõe articulações a cargas contínuas. Quando surgem dores persistentes, muitos optam por reduzir ou abandonar o exercício por conta própria, o que pode gerar efeitos negativos à saúde geral.

Segundo o ortopedista Ari Zekcer, dores crônicas no joelho não devem ser tratadas como algo "normal da idade".

"Existe uma ideia equivocada de que sentir dor é parte obrigatória do envelhecimento. Em muitos casos, há tratamentos eficazes capazes de restaurar a função e permitir o retorno seguro ao exercício", explica.

Confira também: "IA e testes genéticos encurtam o diagnóstico de doenças raras".

Quando a dor no joelho merece atenção

Nem todo desconforto indica um problema grave. No entanto, alguns sinais não devem ser ignorados, especialmente após os 50 anos.

Fique atento se houver:

  • Dor persistente por semanas.

  • Inchaço frequente ou rigidez ao acordar.

  • Sensação de instabilidade ou falha ao apoiar o peso.

  • Limitação de movimento.

  • Dor que piora com atividades simples do dia a dia.

Esses sintomas podem estar associados a condições como osteoartrite, lesões meniscais, desgaste da cartilagem ou instabilidade ligamentar.

Tratamentos conservadores vêm primeiro

Antes de pensar em cirurgia, o tratamento geralmente começa de forma conservadora. A combinação de estratégias costuma trazer bons resultados para grande parte dos pacientes.

Abordagens iniciais incluem:

  • Fisioterapia focada em fortalecimento muscular.

  • Ajuste da carga e do tipo de exercício.

  • Reeducação do movimento.

  • Controle do peso corporal.

  • Analgésicos ou anti-inflamatórios, quando indicados.

  • Uso de órteses em casos específicos.

Essas medidas ajudam a reduzir dor, melhorar estabilidade e preservar a articulação.

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Quando a cirurgia se torna uma opção

Em situações em que o tratamento conservador não oferece alívio adequado, procedimentos cirúrgicos modernos podem ser indicados. Hoje, técnicas minimamente invasivas permitem recuperação mais rápida e melhores resultados funcionais.

"A cirurgia não é apenas para aliviar a dor, mas para devolver mobilidade, autonomia e qualidade de vida", destaca Zekcer. A indicação é sempre individualizada, levando em conta idade, nível de atividade, tipo de lesão e expectativas do paciente.

Entre os procedimentos possíveis estão:

  • Artroscopia.

  • Correção de lesões ligamentares.

  • Tratamento de lesões da cartilagem.

  • Cirurgias para casos avançados de artrose.

Recuperação e reabilitação fazem toda a diferença

O sucesso do tratamento não depende apenas da cirurgia, mas do pós-operatório. A reabilitação é parte fundamental do processo.

Um bom protocolo inclui:

  • Respeito ao tempo de cicatrização.

  • Fisioterapia progressiva.

  • Fortalecimento muscular gradual.

  • Retorno controlado às atividades físicas.

  • Acompanhamento médico contínuo.

"A pressa para voltar ao exercício é um dos principais erros e pode comprometer o resultado a longo prazo", alerta o especialista.

Exercício após os 50: aliado da saúde

Manter-se ativo na maturidade traz benefícios que vão muito além do joelho. A prática regular de exercícios melhora a saúde cardiovascular, fortalece ossos e músculos, ajuda no controle do peso e contribui para o bem-estar mental.

Quando bem orientada, a atividade física é parte do tratamento — não o problema.

Dor não é fim, é sinal

Sentir dor no joelho após os 50 não significa que o exercício precisa ser abandonado. Na maioria dos casos, é um aviso do corpo pedindo ajustes, avaliação e cuidado.

Com diagnóstico correto, tratamento adequado e acompanhamento profissional, é possível manter uma vida ativa, segura e com qualidade por muitos anos. O movimento continua sendo um dos maiores aliados da saúde, em qualquer fase da vida.

Saúde em Dia
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