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Médicos alertam para aumento do número de cirurgias estéticas genitais

Procura por procedimento cresceu cinco vezes na última década no Reino Unido, inclusive entre adolescentes com menos de 14 anos

16 nov 2013
17h13
atualizado às 17h13
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Na última década, o Reino Unido registrou um aumento de cinco vezes no número de cirurgias genitais. A cada ano, mais de duas mil mulheres passaram pelo procedimento com as despesas pagas pelo Serviço Nacional de Saúde. Além disso, nos últimos cinco anos, mais de 250 destas cirurgias foram feitas em jovens com menos de 14 anos, segundo informações do site inglês Daily Mail.

<p>Para médicos, indústria pornográfica é responsável pela distorção da imagem considerada normal da região genital</p>
Para médicos, indústria pornográfica é responsável pela distorção da imagem considerada normal da região genital
Foto: Getty Images

De acordo com os médicos, estes números são preocupantes e eles fazem um alerta já que o aumento pela procura da cirurgia foi acompanhado pela divulgação de vídeos pornográficos na internet que têm distorcido a percepção da imagem que é normal.

Os especialistas dizem que estes dados são apenas uma porcentagem da real situação já que as cirurgias feitas em consultórios de médicos particulares não são contabilizadas. Por isso, o Royal College of Obsetricians and Gynaecologistas (RCOG) propõe que se adotem restrições para a prática destas cirurgias na vagina somente em casos médicos.

O tipo mais comum de cirurgia plástica procurada é a labioplastia, na qual o tamanho dos pequenos lábios é reduzido. O procedimento é bastante usado, mas por razões médicas em mulheres que têm problemas com a higiene, dificuldade durante o sexo e incômodo ao fazer exercícios.

"Algumas mulheres estão fazendo esta cirurgia apenas por razões estéticas e decidem sem saber que existem variações normais nesta região. Mas isto é porque elas são influenciadas por imagens da indústria pornográfica e da publicidade", disse a Dra. Dame Suzi Leather, porta-voz do comitê de ética do hospital. Ela informou ainda que é preciso criar uma campanha para garantir que as pacientes entendam que cada pessoa é única e que as variações na aparência dos pequenos lábios é absolutamente normal na maioria dos casos.

Os especialistas alertam ainda para as complicações da cirurgia: 30% das mulheres operadas pelo serviço público relataram ruptura da pele na região. Sangramento e infecção na cicatriz também foram registrados. Além disso, a longo prazo as pacientes podem apresentar danos às funções sexuais e desconforto ao usar roupas justas. 

Outra preocupação dos médicos é com as adolescentes, pois eles consideram que elas podem estar passando por um procedimento que anatomicamente não é muito diferente da mutilação genital feminina. De acordo com um levantamento da Sociedade Britânica de Pediatria e Ginecologia Adolescente, 266 meninas com menos de 14 anos fizeram a cirurgia entre 2008 e 2012. "Isso acontece por razões desconhecidas e desencadeia consequências também ainda desconhecidas", analisou a responsável.

O relatório diz ainda que quanto mais cedo a menina passar por uma labioplastia, maiores as futuras cirurgias que terá que se submeter, terá cicatrizes mais profundas e mais cedo poderá perder a sensibilidade na região. Os médicos explicam que antes da cirurgia, o problema deveria ser tratado com psicólogos, já que estes números traduzem uma grave tendência da imensa insatisfação com o corpo.

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Fonte: Terra
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