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DIU ou pílula? Saiba tudo sobre os métodos contraceptivos

Ainda existem muitas dúvidas sobre a pílula anticoncepcional e o Dispositivo Intrauterino (DIU)

3 jul 2021 11h02
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Ginecologista explica porquê é mito a pílula anticoncepcional
Ginecologista explica porquê é mito a pílula anticoncepcional
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Ainda existem muitas dúvidas relacionadas aos métodos contraceptivos utilizados para evitar gravidez indesejada e regularizar o ciclo menstrual. Além dos medicamentos ingeridos por via oral é recomendado o uso de preservativos durante a relação sexual.

O que muitas mulheres ainda têm dúvidas é sobre as diferenças do Dispositivo Intrauterino (DIU) e a pílula anticoncepcional.  A Doutora Naira Scartezinni Seena, ginecologista e obstetra formada pela Santa Casa de SP, esclarece agora algumas dúvidas importantes para o Saúde em Diasobre os métodos contraceptivos.

Qual método contraceptivo é mais eficaz?

O único método concreto sem chance de falha são os definitivos: Vasectomia e a Laqueadura.  Se comparar o DIU com a pílula anticoncepcional, no que diz respeito a eficácia, o DIU é mais eficaz, por ser um método que tem uma longa duração, de cinco a dez anos, que não depende da lembrança, da memória da paciente, de se lembrar de tomar, ou do uso correto. E não vai ter influência no funcionamento com outras medicações que essa paciente pode tomar. Então comparando DIU e pílula anticoncepcional, o DIU é mais eficaz.

Todas as mulheres podem escolher qual é melhor para elas?

Com certeza. Essa é a grande vantagem de termos tantos tipos de anticoncepcional diferentes no mercado. É importante conversar com a sua médica ginecologista e ver qual é mais adequado para o seu momento de vida.

Quais exames devem ser feitos para recomendar o melhor método?

Uma consulta com a ginecologista é essencial. Nós, médicos, solicitamos um ultrassom para ver se a mulher tem cistos no ovário, alguma alteração no útero, porque caso ela queira colocar o DIU, é necessário realizar todos os exames de prevenção como o Papanicolau. No caso da pílula anticoncepcional, um exame do fígado ou simples de sangue pode ser suficiente para saber se essa pílula será bem recebida e processada no fígado. Os tipos de anticoncepcional oral existentes são a pílula combinada, que contém estrogênio e progestogênio, e a minipílula, que tem apenas progestogênio, que é mais comum durante a amamentação, em mulheres fumantes ou naquelas com mais de 35 anos.  

Quais os principais efeitos que a pílula causa?

A pílula vai gerar um bloqueio no funcionamento do ovário, com isso a paciente passa a não ovular. Como efeitos colaterais, vai depender do tipo da pílula. Se é uma pílula de estrogênio e progesterona ou só de progesterona, se ela é usada de forma contínua ou intervalada. Porque ela pode inclusive fazer com que a mulher não menstrue, como um objetivo da pílula. Os efeitos colaterais ruins e mais comentados são o risco de trombose, principalmente em pacientes que tenham outros fatores de risco ou de insuficiência venosa, varizes e aqueles vazinhos na perna.

É verdade que a pílula anticoncepcional aumenta o peso da mulher ou é mito?

É mito! Hoje em dia as pílulas têm baixa dosagem não têm esse efeito de aumento do peso. Elas podem influenciar um pouco no inchaço da paciente, na retenção de líquidos. Mas fazendo escolhas com menor dosagem hormonal, está tudo bem.

É verdade que a pílula, se não tomada em horários regulares, não faz efeito?

É verdade. Ela precisa ter uma boa orientação da forma como tomar e respeitar o horário do intervalo entre os comprimidos.

Mesmo tomando a pílula regularmente, é possível ter uma gravidez indesejada?

Todo método contraceptivo tem uma chance de falha. A pílula anticoncepcional também. Mas a maior incidência de falha, no caso da pílula, é por conta do uso incorreto, e também quando a paciente toma outra medicação, na qual diminui o efeito da pílula. Então é necessário entender como é que essa paciente estava tomando, o que ela estava tomando junto da pílula, para entender se foi uma falha da medicação ou se foi uma falha do uso.

Existem mulheres que utilizam o mesmo anticoncepcional por diversos anos seguidos. É verdade que diminui o efeito ou é mito?

Mito. Ela pode usar por muitos anos. Se o uso for correto e tiver acompanhamento médico, o efeito será o mesmo. Não existe uma restrição. Se a pessoa está bem adaptada àquele contraceptivo e quiser usar por 7/10 anos, tudo bem. O que acontece muitas vezes é a modificação do corpo da mulher, que com isso apresenta alteração e consequentemente recomendamos uma troca necessária para gerar maior conforto e saúde.

Existe muito tabu referente ao Dispositivo intrauterino (DIU). Qual é o mais indicado?

O DIU tem uma alta taxa de eficácia, mas como todo e qualquer método contraceptivo, ele tem um percentual pequeno de falha. Esses casos aparecem tanto na mídia, justamente por serem muito raros. Não tem uma fórmula certa sobre qual é o mais indicado. Vai depender do perfil da paciente, se ela tem alguma doença de base, se ela quer usar algum método hormonal ou não. Para daí escolher entre o DIU hormonal e o DIU não hormonal.

De quanto em quanto tempo a mulher precisa trocar o DIU?

Há cada 5 ou 10 anos. Dependendo do tipo do DIU.

Existe alguma observação para as mulheres que dão preferência para esse método?

Não. Mas é bom esclarecer que ele pode ser inserido em consultório com anestesia local no colo do útero. Sempre, para inserção do DIU, é importante que a paciente tenha em mãos um Ultrassom e um Papanicolau em dia. O ideal é que ela esteja menstruada, tanto para facilitar a entrada do DIU, como para ter certeza que ela não está grávida.

Vale alertar todas as mulheres sobre a importância de consultar o ginecologista para decidir qual a opção mais adequada à sua saúde e não começar a usar nenhum método por conta própria!

Saúde em Dia
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