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Dieta da bolacha e da água no ‘Quarto Branco’: nutricionistas alertam para danos à saúde em dinâmicas no BBB26

Especialistas explicam os riscos da carência nutricional prolongada em confinamentos

19 jan 2026 - 19h56
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Resumo
Nutricionistas alertam para os graves riscos à saúde da dieta restrita de bolachas e água de coco no confinamento do Quarto Branco do BBB26, destacando potenciais danos nutricionais e físicos em curto e longo prazo.
Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus resistem ao quarto branco e entram no BBB26
Chaiany, Gabriela, Leandro e Matheus resistem ao quarto branco e entram no BBB26
Foto: Reprodução/TV Globo

O nome de Tadeu Schmidt entrou para os principais assuntos do X, antigo Twitter, na noite do último domingo, 18, após o apresentador minimizar a fome relatada pelos participantes confinados no Quarto Branco, que se alimentaram apenas de bolacha e água de coco na  disputa por quatro vagas para integrar o elenco do BBB26

Durante um diálogo com Matheus, Tadeu afirmou que antes de oferecer biscoitos e água de coco para os participantes, a produção consultou nutricionista para ter “certeza de que ninguém ia passar mal por causa disso”. A fala do apresentador repercutiu negativamente nas redes sociais e o Terra consultou nutricionistas para entender os riscos de ficar mais de 120 horas à base de bolacha e água de coco.  

De acordo com Luciana Gibbert, nutricionista e professora do curso de Nutrição da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), uma alimentação limitada a biscoito e água de coco é extremamente pobre em nutrientes que consideramos essenciais, como proteínas completas, gorduras de boa qualidade, vitaminas (principalmente A, D, B12) e minerais (ferro, zinco, cálcio, entre outros). 

“Esse tipo de biscoito fornece carboidratos simples e sódio, mas praticamente nenhuma proteína e micronutrientes. Em relação a água de coco, ela fornece eletrólitos e água, mas em quantidade muito baixa de calorias e quase sem proteína, ou seja, é insuficiente para atender às necessidades metabólicas do corpo por muitos dias”, afirma Luciana Gibbert. 

Cynthia Howlett, especializada em nutrição esportiva e coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin, vai além e diz que este tipo de alimentação pode colocar o indivíduo em risco de desnutrição energética e proteica, além de deficiências de micronutrientes. 

“É um risco sim à saúde a gente ficar a longo prazo só no biscoito de água e sal e água de coco. Porque a gente precisa do alimento em si e de outros nutrientes que a gente não tem no biscoito de água e sal”, alerta Cynthia Howlett.

O que pode ocorrer com o corpo nessas circunstâncias

Quando a ingestão de proteínas é inadequada, o corpo passa a degradar o próprio tecido muscular para obter aminoácidos, levando à perda de massa magra, fraqueza física e redução da eficiência do sistema imunológico. 

Já a deficiência de micronutrientes como ferro ou vitaminas do complexo B podem desencadear anemia, fadiga intensa e prejuízo nas funções neurológicas, segundo as nutricionistas. 

Além disso, o desequilíbrio eletrolítico causado por ingestão excessiva de sódio relativo (sem outros nutrientes), pode afetar a pressão arterial e a função renal, especialmente em pessoas com predisposição. 

“Mesmo que o corpo consiga manter um nível básico de energia por um curto período, esta alimentação restrita não é sustentável nem segura por mais de alguns dias sem causar prejuízos fisiológicos progressivos”, acrescenta Luciana Gibbert.

Caso Rafaella 

Em uma dinâmica anterior, Rafaella Jaqueira, que também fez parte do  Quarto Branco do BBB, passou mal e acabou desmaiando, sendo então desclassificada da prova. 

Cynthia Howlett alerta que assim como Rafaella, qualquer outro participante que não tem uma alimentação adequada, que fique em restrição alimentar, vai ficar mais fraco e a possibilidade de desmaiar é muito maior.

“Aguentar a fome por muito tempo leva o nosso corpo para um lugar de estresse, de déficit de energia, de caloria. E pode levar, sim, a desmaios, a falta de energia, a pressão baixa”.

Fome por muito tempo

Luciana Gibbert afirma que em curto prazo, a ausência de nutrientes essenciais pode causar hipoglicemia, fadiga, tonturas, perda de concentração, irritabilidade, dores de cabeça e risco aumentado de desmaios, especialmente durante esforços físicos ou situações estressantes. 

Em longo prazo, segundo a nutricionista, a restrição alimentar pode progredir à desnutrição proteico-energética, além da perda significativa de massa muscular, deficiência de vitaminas e minerais (como ferro, zinco, vitaminas do complexo B e vitamina D), aumento da susceptibilidade a infecções, anemia, queda da função cognitiva e comprometimento da saúde óssea e metabólica. 

“Em casos extremos e prolongados, pode haver alterações hormonais, amenorreia em mulheres, osteopenia/osteoporose e até dano permanente em órgãos. Ainda, a fome prolongada pode afetar o comportamento e o estado psicológico, aumentando níveis de estresse, ansiedade e risco de distúrbios alimentares e depressão”, conclui. 

Fonte: Portal Terra
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