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Decibéis seguros para os ouvidos neste Carnaval

Otorrino dá 5 dicas para curtir o carnaval sem prejudicar a audição.

11 fev 2024 - 07h19
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O médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, revela algumas dicas e cuidados importantes para curtir as festas de carnaval sem prejuízos para a audição a curto e a longo prazo.

Dr. Bruno afirma que o volume máximo seguro para escutar músicas é de 80 decibéis, no máximo. "A exposição a níveis de som acima de 85 decibéis (igual a um cortador de grama, por exemplo) pode

causar possíveis danos aos ouvidos por mais de duas horas seguidas. Já a exposição a sons de 105 a 110 decibéis pode causar danos em apenas cinco minutos", alerta.

Ele ressalta que os danos ocorrem, tanto em adultos, quanto em crianças e um sinal para reconhecer o problema é quando o volume deixa de ser confortável - esse já é um sinal de que ultrapassou o limite seguro para a audição.

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Decibéis seguros para os ouvidos neste Carnaval
Decibéis seguros para os ouvidos neste Carnaval
Foto: Sou Mais Bem Estar

©pedrojperez de Getty Images via Canva.com[/caption]

"A música alta além de elevar os riscos da perda auditiva também pode levar ao zumbido crônico, que causa a sensação de ruído auditivo persistente mesmo muito tempo depois de a música ter acabado", alerta.

Em locais de shows costumam exceder esse nível de ruído, por isso, Dr. Bruno deixa dicas caso o volume esteja excessivo:

  1. Existem aplicativos de leitura de decibéis para smartphones são fáceis de baixar e muitos são gratuitos. O volume sonoro em locais ao ar livre geralmente fica entre 90 e 100 decibéis. Em locais fechados, com frequência pode passar de 110 decibéis, vale ficar de olho no medidor;
  2. Não ficar muito próximo a caixas de som, em especial, se for em locais fechados;
  3. Manter a hidratação com água nesses dias ajuda a aumentar a circulação de sangue e assim, os ouvidos ficam mais saudáveis;
  4. Alimentação rica em antioxidantes ajudam a limitar os danos auditivos relacionados ao barulho;
  5. Caso a exposição seja inevitável, tentar ao menos intercalar período no ambiente com ruído com período em ambiente mais silencioso.

Fonte: Bruno Borges de Carvalho Barros | Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.

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