Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Cuidados paliativos: o que ninguém te explica sobre qualidade de vida

Saiba o que são cuidados paliativos, para quem são indicados e por que não significam o fim do tratamento.

2 mar 2026 - 11h36
Compartilhar
Exibir comentários

Os cuidados paliativos vêm ganhando espaço na medicina e no debate público. A proposta é clara: priorizar qualidade de vida diante de doenças graves. Mesmo assim, muitos mitos ainda cercam os paliativos. A desinformação dificulta decisões e gera medo desnecessário.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Com o aumento das doenças crônicas, esse tema se tornou ainda mais relevante. Falar sobre ele é também falar sobre dignidade e respeito.

O que são cuidados paliativos?

Cuidados paliativos são uma abordagem voltada a pessoas com doenças que ameaçam a vida. O foco está no alívio do sofrimento e no bem-estar.

Eles atuam no controle de sintomas físicos, como dor e falta de ar. Também oferecem suporte emocional, social e familiar.

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 625 mil pessoas no Brasil precisam desse tipo de cuidado. O número revela a importância do tema.

Paliativos não significam fim do tratamento

Um dos mitos mais comuns é associar paliativos apenas ao fim da vida. Essa ideia não corresponde à realidade.

A médica Samanta Gaertner Mariani, especialista na área, esclarece: "Cuidados paliativos não significam o fim do tratamento. Pelo contrário, podem e devem caminhar junto às terapias curativas".

Ela reforça que o objetivo é aliviar sintomas e reduzir o sofrimento. "Promovendo conforto e dignidade ao longo de todo o acompanhamento", explica.

Cuidados paliativos e eutanásia não são a mesma coisa

Outro equívoco recorrente é acreditar que optar por paliativos acelera a morte. Essa associação é incorreta e perigosa.

Os cuidados paliativos não antecipam nem prolongam o processo de morrer. Eles buscam qualidade de vida, independentemente do tempo disponível.

No Brasil, a eutanásia não é permitida por lei. E os paliativos não têm qualquer relação com essa prática.

Ao contrário do que muitos pensam, o foco é conforto e autonomia. O paciente segue sendo acompanhado de forma ativa.

Quando os paliativos devem começar?

Os cuidados paliativos podem ser iniciados logo após o diagnóstico de uma doença grave. Não é preciso esperar a fase terminal.

Eles podem ser oferecidos junto ao tratamento convencional. Isso inclui quimioterapia, cirurgias ou outros procedimentos.

Quanto antes o suporte começa, melhor o controle de sintomas. Isso reduz internações e melhora a qualidade de vida.

Uma equipe que cuida de forma integral

Os paliativos envolvem uma equipe interdisciplinar. Médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais atuam juntos.

Também participam fisioterapeutas e outros profissionais, conforme a necessidade. O cuidado é planejado de forma integrada.

Mais do que controlar sintomas, o objetivo é apoiar decisões difíceis. O paciente participa ativamente das escolhas.

"Mais do que controlar sintomas, os cuidados paliativos são fundamentais para apoiar decisões complexas, fortalecer a autonomia do paciente e garantir que cada conduta seja proporcional", afirma a médica.

Ela completa: "É assim que asseguramos a melhor qualidade de vida possível".

Benefícios práticos no dia a dia

Entre os principais benefícios estão o controle eficaz da dor. Também há redução da ansiedade e da sobrecarga familiar.

O acompanhamento ajuda a organizar questões práticas. Isso inclui adaptações na rotina e orientações sobre tratamentos.

O suporte emocional é essencial nesse processo. Ele contribui para que o paciente se sinta acolhido e respeitado.

Por que falar mais sobre paliativos?

O Brasil vive um processo de envelhecimento populacional. As doenças crônicas se tornaram mais frequentes.

Nesse cenário, ampliar o acesso aos cuidados paliativos é uma necessidade. Combater a desinformação também é urgente.

Discutir o tema é refletir sobre o modelo de cuidado desejado. É pensar em dignidade em todas as fases da vida.

"Discutir cuidados paliativos é refletir sobre o modelo de cuidado que a sociedade deseja construir", afirma Samanta Gaertner Mariani.

Ela conclui: "Precisamos garantir que mais pessoas possam viver com dignidade, qualidade de vida e respeito às suas escolhas".

Informação é o primeiro passo

Entender o que são cuidados paliativos ajuda a tomar decisões mais conscientes. Também reduz medos e preconceitos.

Buscar orientação médica é fundamental diante de doenças graves. Perguntar sobre a possibilidade de integrar paliativos pode fazer diferença.

Qualidade de vida não deve ser deixada para depois. Informar-se é um gesto de cuidado consigo e com quem se ama.

Saúde em Dia
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade