Convulsão: quando é emergência médica e o que fazer na hora?
Crise pode não ser fatal, mas exige atenção imediata e cuidados corretos
O episódio envolvendo Henri Castelli, que passou mal durante uma prova de resistência no BBB 26, chamou atenção para uma dúvida comum: convulsão é sempre uma emergência médica?
A resposta exige cuidado. "Toda primeira convulsão precisa de avaliação médica, mas nem toda representa risco de morte imediato", explicam especialistas.
Ainda assim, há situações em que o atendimento precisa ser urgente.
Quando a convulsão se torna mais grave?
Segundo médicos, o principal sinal de alerta é o tempo da crise.
"Cinco minutos é o limite", destacam. "Quando a convulsão ultrapassa esse período, o risco de lesão cerebral aumenta muito."
Também é considerado grave quando:
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há crises repetidas, sem a pessoa recuperar a consciência;
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ocorre queda ou pancada forte na cabeça;
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a pessoa apresenta falta de ar;
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não há recuperação da consciência após o episódio.
"Quanto mais tempo passa, maior o risco de sequelas permanentes", alertam.
O que pode acontecer se o atendimento demorar?
A demora no socorro pode trazer consequências sérias.
"A pessoa pode engasgar com saliva ou vômito, ter falta de oxigênio no cérebro ou sofrer traumas durante a crise", explicam.
Em convulsões prolongadas, outros riscos incluem:
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destruição muscular, que pode afetar os rins;
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inchaço cerebral;
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danos neurológicos irreversíveis.
"O cérebro pode sofrer lesões permanentes quando a crise não é interrompida rapidamente", reforçam os especialistas.
Convulsão pode deixar sequelas?
Sim. "Especialmente quando a crise dura muito tempo", explicam médicos.
As sequelas mais comuns são:
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problemas de memória;
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dificuldade de concentração;
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alterações no aprendizado;
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mudanças de comportamento.
"Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver epilepsia ou apresentar fraqueza em partes do corpo", apontam. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis.
O que pode causar uma convulsão?
As causas são variadas e nem sempre estão ligadas à epilepsia. Entre elas:
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epilepsia;
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tumores cerebrais;
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AVC;
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pancadas na cabeça;
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infecções como meningite;
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alterações no sangue, como queda de açúcar ou sódio;
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abstinência de álcool;
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uso de drogas;
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febre alta;
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privação extrema de sono;
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esforço físico intenso, especialmente em situações de estresse.
O que fazer durante uma convulsão?
Algumas atitudes ajudam a reduzir riscos:
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manter a calma;
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deitar a pessoa de lado, se possível;
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afastar objetos perigosos;
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não colocar nada na boca;
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não tentar conter os movimentos;
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observar o tempo da crise.
"Quanto antes a convulsão for interrompida, menor o risco de dano permanente", reforçam os médicos.
Atenção aos limites do corpo
Casos como o de Henri Castelli reforçam que convulsão nunca deve ser ignorada.
"Reconhecer os sinais e buscar atendimento rápido faz toda a diferença para evitar complicações graves", concluem os especialistas.