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Convulsão: quando é emergência médica e o que fazer na hora?

Crise pode não ser fatal, mas exige atenção imediata e cuidados corretos

14 jan 2026 - 16h22
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O episódio envolvendo Henri Castelli, que passou mal durante uma prova de resistência no BBB 26, chamou atenção para uma dúvida comum: convulsão é sempre uma emergência médica?

Convulsões precisam de avaliação médica rápida; saber como agir na hora pode evitar sequelas graves
Convulsões precisam de avaliação médica rápida; saber como agir na hora pode evitar sequelas graves
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Saúde em Dia

A resposta exige cuidado. "Toda primeira convulsão precisa de avaliação médica, mas nem toda representa risco de morte imediato", explicam especialistas.

Ainda assim, há situações em que o atendimento precisa ser urgente.

Quando a convulsão se torna mais grave?

Segundo médicos, o principal sinal de alerta é o tempo da crise.

"Cinco minutos é o limite", destacam. "Quando a convulsão ultrapassa esse período, o risco de lesão cerebral aumenta muito."

Também é considerado grave quando:

  • crises repetidas, sem a pessoa recuperar a consciência;

  • ocorre queda ou pancada forte na cabeça;

  • a pessoa apresenta falta de ar;

  • não há recuperação da consciência após o episódio.

"Quanto mais tempo passa, maior o risco de sequelas permanentes", alertam.

O que pode acontecer se o atendimento demorar?

A demora no socorro pode trazer consequências sérias.

"A pessoa pode engasgar com saliva ou vômito, ter falta de oxigênio no cérebro ou sofrer traumas durante a crise", explicam.

Em convulsões prolongadas, outros riscos incluem:

  • destruição muscular, que pode afetar os rins;

  • inchaço cerebral;

  • danos neurológicos irreversíveis.

"O cérebro pode sofrer lesões permanentes quando a crise não é interrompida rapidamente", reforçam os especialistas.

Convulsão pode deixar sequelas?

Sim. "Especialmente quando a crise dura muito tempo", explicam médicos.

As sequelas mais comuns são:

  • problemas de memória;

  • dificuldade de concentração;

  • alterações no aprendizado;

  • mudanças de comportamento.

"Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver epilepsia ou apresentar fraqueza em partes do corpo", apontam. Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis.

O que pode causar uma convulsão?

As causas são variadas e nem sempre estão ligadas à epilepsia. Entre elas:

  • epilepsia;

  • tumores cerebrais;

  • AVC;

  • pancadas na cabeça;

  • infecções como meningite;

  • alterações no sangue, como queda de açúcar ou sódio;

  • abstinência de álcool;

  • uso de drogas;

  • febre alta;

  • privação extrema de sono;

  • esforço físico intenso, especialmente em situações de estresse.

O que fazer durante uma convulsão?

Algumas atitudes ajudam a reduzir riscos:

  • manter a calma;

  • deitar a pessoa de lado, se possível;

  • afastar objetos perigosos;

  • não colocar nada na boca;

  • não tentar conter os movimentos;

  • observar o tempo da crise.

"Quanto antes a convulsão for interrompida, menor o risco de dano permanente", reforçam os médicos.

Atenção aos limites do corpo

Casos como o de Henri Castelli reforçam que convulsão nunca deve ser ignorada.

"Reconhecer os sinais e buscar atendimento rápido faz toda a diferença para evitar complicações graves", concluem os especialistas.

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Saúde em Dia
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