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Conheça os riscos do vírus letal Nipah que preocupa a Índia

27 jan 2026 - 01h18
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Surto do vírus Nipah na Índia causa preocupação mundial
Surto do vírus Nipah na Índia causa preocupação mundial
Foto: Freepik

Um novo surto do vírus Nipah voltou a acender o sinal de alerta na Índia. No estado de Bengala Ocidental, cinco casos já foram confirmados, todos envolvendo médicos e enfermeiros ligados ao mesmo hospital. A situação levou as autoridades de saúde a colocarem quase 100 pessoas em quarentena preventiva, enquanto os pacientes recebem tratamento em Calcutá, capital do estado. Um deles, segundo o departamento de saúde local, encontra-se em estado crítico.

O vírus Nipah (NiV) é considerado um dos patógenos mais perigosos do mundo devido à sua alta taxa de letalidade e à ausência de tratamento ou vacina específicos. Ele circula principalmente entre morcegos frugívoros do gênero Pteropus, conhecidos como morcegos-das-frutas. A transmissão para humanos pode ocorrer por meio do consumo de alimentos contaminados, como frutas ou seiva, pelo contato com animais infectados ou ainda de pessoa para pessoa, especialmente em ambientes hospitalares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a infecção pelo Nipah pode se manifestar de formas variadas. Em alguns casos, os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma gripe comum, com febre, dor de cabeça, dores musculares, vômitos e dor de garganta. No entanto, a doença pode evoluir rapidamente para quadros graves.

Entre os sinais de agravamento estão:

  • Tontura
  • Sonolência
  • Alteração do nível de consciência
  • Sintomas neurológicos que indicam encefalite aguda, uma inflamação no cérebro potencialmente fatal.

Alguns pacientes também desenvolvem pneumonia atípica e insuficiência respiratória grave, o que exige suporte intensivo. Nos casos mais severos, a encefalite pode ser acompanhada de convulsões, levando o paciente ao coma em um intervalo de 24 a 48 horas. O período de incubação do vírus geralmente varia entre 4 e 14 dias, mas já foram registrados casos em que os sintomas surgiram apenas após 45 dias, o que dificulta o controle e o rastreamento da doença.

A taxa de letalidade do vírus Nipah é alta e varia entre 40% e 75%, dependendo do surto e da capacidade do sistema de saúde local em identificar e tratar rapidamente os pacientes. Esse índice elevado desperta grande preocupação entre autoridades sanitárias e especialistas em saúde pública.

Atualmente, não existem medicamentos antivirais ou vacinas aprovadas para o tratamento ou prevenção da infecção pelo Nipah. O manejo clínico baseia-se em cuidados intensivos de suporte, com foco no tratamento das complicações respiratórias e neurológicas.

A OMS incluiu o Nipah na lista de doenças prioritárias para pesquisa e desenvolvimento, na tentativa de acelerar a criação de terapias e imunizantes eficazes. Enquanto isso, medidas de vigilância, isolamento de casos, rastreamento de contatos e conscientização da população seguem sendo as principais ferramentas para conter a disseminação do vírus.

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