Como é o vírus que levou a sensitiva Marcia Fernandes para a semi-UTI
Patógeno é altamente contagioso e pode causar bronquiolite severa em bebês; veja como ocorre a transmissão
A influenciadora e sensitiva Marcia Fernandes, de 74 anos, foi parar na semi-intensiva do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por causa do vírus sincicial respiratório (VSR). Ele um agente infeccioso comum que causa infecções nas vias respiratórias e nos pulmões de pessoas de todas as idades.
Embora circule de forma mais intensa em determinadas épocas do ano e provoque sintomas semelhantes aos de um resfriado, o patógeno acende um alerta devido ao seu potencial de gravidade em grupos vulneráveis.
Quais são os riscos
O VSR é uma das principais causas de bronquiolite viral aguda — inflamação dos bronquíolos — em crianças menores de dois anos, podendo ser responsável por um número expressivo de internações. O quadro pode evoluir para a síndrome respiratória aguda grave (SRAG).
Segundo o Ministério da Saúde, os grupos com maior risco de desenvolver formas graves incluem bebês (especialmente prematuros ou menores de seis meses), crianças com doenças cardíacas, pulmonares ou neurológicas, além de idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.
Como ocorre a transmissão
O vírus é altamente contagioso. A contaminação acontece principalmente por meio de gotículas respiratórias expelidas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou conversa.
A transmissão também ocorre pelo contato direto com secreções. Isso inclui tocar em superfícies ou objetos contaminados e, em seguida, levar as mãos aos olhos, nariz ou boca, além do contato próximo com pessoas doentes.
Principais sintomas
Na maioria dos casos, a infecção se manifesta como uma infecção de vias aéreas superiores, apresentando coriza (nariz escorrendo), tosse, espirros, febre, congestão nasal e chiado no peito.
Em quadros mais graves, os sinais de alerta incluem respiração rápida ou com dificuldade, perda de apetite, cianose (pele, lábios ou pontas dos dedos arroxeados) e alteração do estado mental, como irritabilidade ou sonolência.
Como é feito o tratamento
Não existe um medicamento específico para combater o vírus sincicial respiratório. O manejo clínico é de suporte e depende da gravidade de cada caso.
O tratamento em casa envolve hidratação adequada, controle da febre e lavagem nasal. Em situações mais severas, pode ser necessária a internação hospitalar com uso de oxigênio suplementar.
Prevenção e vacinas
Medidas simples de higiene, como lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados, ajudam a frear a disseminação.
Para a imunização, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana, conferindo proteção passiva ao bebê. Bebês prematuros e com comorbidades também podem receber anticorpos monoclonais (como o palivizumabe ou o nirsevimabe) pela rede pública. Na rede privada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso da vacina Arexvy para adultos a partir dos 18 anos.
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