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Cirurgias estéticas: novos procedimentos chegam ao Brasil

De preenchimento de ombros a redefinição de panturrilhas: especialistas analisam a nova onda da estética personalizada

3 fev 2026 - 14h01
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Durante décadas, a cirurgia plástica corporal brasileira concentrou-se em intervenções clássicas, como abdômen, seios e glúteos. No entanto, o cenário de 2026 mostra uma fragmentação desse padrão. Mercados como Coreia do Sul, Estados Unidos e Europa abriram caminho para procedimentos ultraespecíficos.

Confira as cirurgias estéticas que estão ganhando popularidade no Brasil
Confira as cirurgias estéticas que estão ganhando popularidade no Brasil
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Agora, áreas antes pouco discutidas, como ombros, panturrilhas e costas, entram no radar de clínicas brasileiras. O foco mudou para ajustes discretos, proporção corporal milimétrica e resultados altamente personalizados. Esse movimento é impulsionado por pacientes mais informados e pela busca por soluções sob medida.

O crescimento do mercado estético global

Essa fragmentação da cirurgia plástica acompanha o crescimento consistente do setor em nível mundial. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) revelam um aumento superior a 40% nos procedimentos desde 2020. Atualmente, o volume ultrapassa 37 milhões de intervenções anuais, entre cirúrgicas e não cirúrgicas.

Embora as técnicas tradicionais ainda liderem, mercados maduros passaram a absorver demandas segmentadas. O objetivo atual é a correção de áreas específicas que, até então, não possuíam protocolos estéticos dedicados.

Referências internacionais: EUA, Europa e Ásia

Cada região do globo consolidou uma especialidade diferente dentro dessa nova lógica:

  • Estados Unidos: Foco no back contouring, técnica voltada exclusivamente ao contorno estético das costas.

  • Europa: Abordagem integrada priorizando a simetria, proporção e resultados naturais (menos evidentes).

  • Coreia do Sul: Referência em redefinição de panturrilhas e ajustes na região dos ombros, buscando equilíbrio visual absoluto.

O Brasil no topo do ranking mundial

O Brasil já ocupa uma posição de destaque global, liderando o ranking de cirurgias plásticas estéticas. Segundo a ISAPS, o país realiza mais de 2 milhões de intervenções cirúrgicas por ano. Historicamente focado em abdômen e glúteos, o país agora importa referências estéticas externas para atender novas demandas.

Esse movimento é observado especialmente em centros que atendem o público internacional. Na Revion International Clinic, em São Paulo, o perfil do paciente costuma antecipar tendências globais devido ao turismo médico.

A visão do especialista

O médico Leandro Faustino (CRM-SP 139079 | RQE 77583) confirma que o comportamento do paciente mudou. "Começaram a chegar pacientes perguntando sobre correções que antes não eram comuns aqui, como costas, panturrilhas ou contorno corporal mais amplo", afirma.

Entretanto, o especialista ressalta que a incorporação dessas cirurgias no Brasil exige critério técnico rigoroso:

  • Avaliação individual: Não são procedimentos "de massa" indicados para qualquer perfil.

  • Contexto específico: Muitas técnicas surgiram para necessidades muito particulares de biotipo.

  • Foco no detalhe: A tendência não busca grandes transformações, mas sim corrigir áreas de incômodo pontual.

"Em vez de mudanças radicais, muitos querem ajustar áreas que sempre incomodaram, mas que antes nem eram discutidas no consultório", conclui Faustino. O futuro da plástica brasileira parece caminhar para a união entre a técnica consagrada e a personalização extrema.

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