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Cirurgia no coração: como o pentacampeão Roberto Carlos descobriu o problema

O ex-lateral esquerdo da Seleção Brasileira Roberto Carlos, de 52 anos, passou por uma cirurgia cardíaca de emergência após a detecção de uma obstrução coronariana durante um check-up médico em São Paulo. Saiba mais sobre o quadro do ex-jogador.

6 jan 2026 - 14h33
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O ex-lateral esquerdo da Seleção Brasileira Roberto Carlos, de 52 anos, passou por uma cirurgia cardíaca de emergência após a detecção de uma obstrução coronariana durante um check-up médico em São Paulo. O ex-jogador estava internado no Hospital Vila Nova Star desde 29 de dezembro de 2025 e recebeu alta em 2 de janeiro de 2026, após ser submetido a uma angioplastia. Assim, o caso chama a atenção por envolver um ex-atleta profissional e aparentemente saudável, reforçando o papel do acompanhamento cardiológico regular.

Segundo as informações, Roberto Carlos procurou o hospital para exames de rotina, sem queixas específicas de dor ou mal-estar intenso. Porém, a partir de uma bateria de avaliações, os médicos identificaram uma obstrução em artéria coronária, situação que pode comprometer o fluxo de sangue para o músculo cardíaco. Por isso, diante do risco potencial de infarto e de complicações súbitas, a equipe indicou a realização de um procedimento de revascularização por cateter, uma cirurgia cardíaca de emergência.

A angioplastia é um procedimento minimamente invasivo, feito por meio de um cateter que se introduz geralmente pela artéria do punho ou da virilha e guiado até o coração – depositphotos.com / phonlamai
A angioplastia é um procedimento minimamente invasivo, feito por meio de um cateter que se introduz geralmente pela artéria do punho ou da virilha e guiado até o coração – depositphotos.com / phonlamai
Foto: Giro 10

O que é a obstrução coronariana que afetou Roberto Carlos?

A obstrução coronariana ocorre quando as artérias responsáveis por levar sangue ao coração sofrem estreitamento ou bloqueio. Em geral, isso ocorre pelo acúmulo de placas de gordura, cálcio e outras substâncias na parede dos vasos. Esse processo, que leva o nome de aterosclerose, pode se desenvolver de forma silenciosa ao longo de anos, sem sintomas evidentes. No entanto, em casos mais avançados, a redução do fluxo sanguíneo pode provocar dor no peito, falta de ar, cansaço e, em situações críticas, infarto agudo do miocárdio.

No caso do ex-lateral da Seleção, a identificação do quadro ocorre em exames realizados durante o check-up, antes que houvesse registro de um evento cardíaco grave. Assim, a descoberta permitiu a indicação rápida de uma angioplastia coronariana, procedimento que atua diretamente no ponto de obstrução. Segundo especialistas, quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as chances de preservar a função do coração e reduzir riscos de sequelas.

Como a angioplastia de emergência é feita em casos de ex-jogadores?

A angioplastia é um procedimento minimamente invasivo, feito por meio de um cateter que se introduz geralmente pela artéria do punho ou da virilha e guiado até o coração. Em seguida, com o auxílio de imagens em tempo real, o médico localiza o trecho onde há obstrução e infla um pequeno balão no interior da artéria, abrindo espaço para o sangue voltar a circular. Na maior parte dos casos, coloca-se um stent, uma espécie de mola metálica que mantém o vaso aberto e reduz a chance de novo entupimento.

Em ex-atletas, como Roberto Carlos, o procedimento segue os mesmos protocolos que se adota em outros pacientes. Porém, leva em conta o histórico de alta carga de esforço físico ao longo da carreira e eventuais adaptações do sistema cardiovascular. Assim, a recuperação costuma envolver:

  • Observação em unidade de terapia intensiva ou semi-intensiva nas primeiras horas;
  • Avaliação contínua de ritmo cardíaco e pressão arterial;
  • Ajuste de medicações para controle de colesterol, pressão e coagulação;
  • Orientação sobre retorno gradual às atividades físicas.

No caso do ex-jogador, a alta hospitalar em 2 de janeiro de 2026 indica que o procedimento foi considerado bem-sucedido pela equipe médica e que o quadro clínico evoluiu de forma estável, dentro do esperado para pacientes submetidos à angioplastia de emergência.

Qual é o estado de saúde atual e o que o caso mostra sobre diagnóstico precoce?

Após a alta do Hospital Vila Nova Star, o estado de saúde de Roberto Carlos foi descrito como estável. Ou seja, com boa resposta ao tratamento e orientações para acompanhamento ambulatorial. Ele segue em recuperação domiciliar, devendo manter consultas regulares com cardiologista, uso de medicamentos prescritos e possíveis ajustes no estilo de vida, de acordo com protocolos de reabilitação cardíaca.

O episódio reforça a importância do diagnóstico precoce de doenças cardíacas. Até mesmo em pessoas com histórico esportivo e sem sintomas aparentes. Estudos recentes apontam que ex-atletas de alta performance podem desenvolver alterações cardiovasculares relacionadas ao esforço intenso e à genética. Ademais, há fatores como alimentação, estresse e envelhecimento natural. Por isso, o check-up periódico com exames de sangue, eletrocardiograma, testes de esforço e avaliação de imagem do coração é apontado por cardiologistas como ferramenta fundamental de prevenção.

Em ex-atletas, como Roberto Carlos, o procedimento segue os mesmos protocolos que se adota em outros pacientes – depositphotos.com / thenews2.com
Em ex-atletas, como Roberto Carlos, o procedimento segue os mesmos protocolos que se adota em outros pacientes – depositphotos.com / thenews2.com
Foto: Giro 10

Por que exames de rotina são essenciais para o coração?

Casos como o de Roberto Carlos ilustram como doenças do coração podem permanecer silenciosas até fases avançadas. Em muitos pacientes, a primeira manifestação pode ser um infarto, uma arritmia grave ou até mesmo uma parada cardíaca súbita. A realização de exames de rotina permite identificar sinais de alerta, como:

  1. Aumento do colesterol e triglicerídeos;
  2. Pressão arterial elevada de forma persistente;
  3. Alterações no eletrocardiograma e nos testes de esforço;
  4. Placas de gordura em artérias detectadas por exames de imagem.

Com essas informações, médicos conseguem intervir antes que ocorra um evento grave, orientando mudanças em hábitos, prescrevendo medicamentos e, quando necessário, indicando procedimentos como a angioplastia. A experiência recente do ex-lateral da Seleção Brasileira joga luz sobre a relevância de que pessoas de diferentes faixas etárias, inclusive ex-atletas, mantenham acompanhamento cardiológico regular, mesmo na ausência de sintomas, como parte de uma estratégia contínua de cuidado com a saúde do coração.

Giro 10
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