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Canelite sempre volta? Como quebrar o ciclo da dor

Dor na canela costuma reaparecer quando a causa não é tratada; ajustes simples ajudam a evitar novas crises

16 jan 2026 - 14h16
(atualizado às 15h22)
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Se você já teve canelite e sentiu a dor voltar meses depois, saiba que não está sozinho. A sensação de que a canelite sempre retorna é comum entre praticantes de corrida, caminhada e treinos de impacto.

Na maioria dos casos, isso acontece porque o tratamento ficou focado apenas no alívio da dor. A causa real não foi corrigida.

A boa notícia é que dá para quebrar o ciclo da canelite com ajustes práticos no treino, no fortalecimento e nos cuidados do dia a dia.

Por que a canelite insiste em voltar

A canelite, também chamada de síndrome do estresse tibial medial, surge por sobrecarga repetitiva na tíbia. O osso e os tecidos ao redor não conseguem se adaptar ao impacto constante.

Quando a pessoa volta a treinar sem mudar o que causou a lesão, a dor reaparece.

Os motivos mais comuns são:

  • Aumento rápido de volume ou intensidade

  • Falta de fortalecimento específico

  • Impacto excessivo em superfícies duras

  • Uso de calçado inadequado ou gasto

  • Biomecânica não ajustada, como pisada ou postura

Aplicar gelo e reduzir o treino ajuda no curto prazo. Mas não resolve o problema.

Segundo a Mayo Clinic, a canelite está diretamente relacionada à sobrecarga repetitiva e à falta de adaptação do corpo ao impacto, especialmente em atividades como corrida e caminhada.

Descanso ajuda, mas não é suficiente

Parar de treinar reduz a inflamação. A dor costuma melhorar em poucos dias ou semanas.

O problema surge no retorno. Se a rotina for a mesma, o estresse volta junto.

O descanso deve servir para:

  • Controlar a inflamação

  • Preparar o corpo para ajustes

  • Iniciar fortalecimento e correções

Sem essas etapas, o ciclo da canelite se repete.

Fortalecimento é a chave para quebrar o ciclo

Músculos mais fortes absorvem melhor o impacto. Isso reduz a carga direta sobre o osso da canela.

Os principais grupos que precisam de atenção são:

  • Panturrilhas, incluindo gastrocnêmio e sóleo

  • Tibial anterior e posterior

  • Glúteos e quadril, para estabilidade

  • Core, para controle do movimento

Fortalecer apenas a região dolorida não basta. O corpo funciona em cadeia.

Quer cuidar melhor da saúde do cérebro? Veja quais alimentos ajudam a reduzir a inflamação no dia a dia.

Ajuste a progressão do treino

A progressão errada é uma das maiores causas de recaída.

Para evitar isso:

  • Aumente volume e intensidade aos poucos

  • Intercale dias de impacto com dias leves

  • Inclua cross-training, como bike ou elíptico

  • Evite tentar "compensar" treinos perdidos

Consistência traz mais resultado do que pressa.

Tênis e superfície fazem diferença

Treinar com tênis gasto ou inadequado aumenta o estresse na tíbia.

Vale observar:

  • Amortecimento compatível com seu peso e ritmo

  • Estabilidade adequada ao seu tipo de pisada

  • Alternância de superfícies, evitando só asfalto

Trocar o calçado no tempo certo ajuda a prevenir novas crises.

Mobilidade e técnica contam (muito)

Rigidez no tornozelo ou no quadril altera a mecânica do movimento. Isso sobrecarrega a canela.

Inclua na rotina:

  • Mobilidade de tornozelo

  • Alongamento dinâmico

  • Ajustes de cadência e passada, se corre

Pequenas correções reduzem o impacto repetitivo.

Quando procurar ajuda

Procure avaliação profissional se a dor:

  • Persistir mesmo com descanso

  • Piorar durante o aquecimento

  • Surgir em repouso

  • Limitar atividades do dia a dia

Em casos raros, a canelite pode evoluir para fratura por estresse.

Dá para manter a dor longe

A canelite não precisa ser recorrente. Quebrar o ciclo exige tratar a causa, não apenas o sintoma.

Com fortalecimento adequado, progressão inteligente, ajustes de técnica e atenção ao calçado, é possível voltar a treinar com segurança.

E, principalmente, treinar sem dor.

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