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Após mastectomia, Jolie retira ovários para prevenir câncer

A atriz tem uma mutação no gene BRCA1, que representa um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e 50% de sofrer câncer de ovário

24 mar 2015 06h21
| atualizado às 09h12
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Foto: Getty Images

A atriz americana Angelina Jolie anunciou nesta terça-feira (24) que se submeteu a uma cirurgia preventiva para retirar os ovários e as trompas de Falópio, dois anos depois de uma dupla mastectomia também preventiva.

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Em um artigo publicado no jornal New York Times, a atriz, que perdeu a mãe, a avó e uma tia para o câncer, explica os motivos da decisão. Angelina Jolie afirma que tem uma mutação no gene BRCA1, que representa um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e 50% de sofrer câncer de ovário.

Ela explica que há duas semanas recebeu uma ligação do médico com os resultados de um exame de sangue. O doutor disse que o nível no sangue de uma proteína chamada CA-125, monitorada para detectar o risco de câncer de ovário, era normal.

No entanto, "havia uma série de marcadores inflamatórios que eram altos" e que poderiam apontar um câncer incipiente. Diante do risco, a atriz, de 39 anos, se submeteu na semana passada a uma "salpingo-ooforectomia bilateral laparoscópica", uma operação preventiva na qual são retirados os ovários e as trompas de Falópio.

"Havia um pequeno tumor benigno em um ovário, mas não havia indícios de câncer em nenhum dos tecidos", explica Angelina Jolie, casada com o ator Brad Pitt e embaixadora da boa vontade da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). "Sei que meus filhos nunca terão que dizer: 'mamãe morreu de câncer de ovário'", completa no artigo a estrela, que tem seis filhos, três biológicos e três adotados.

"Não é fácil tomar estas decisões. Mas é possível assumir o controle e enfrentar de frente qualquer problema de saúde. Você pode buscar aconselhamento, estudar as opções e tomar as decisões que são apropriadas para você. Conhecimento é poder", concluiu a atriz.

De acordo com informações do jornal espanhol El País, especialistas consideram a ovariectomia agressiva para mulheres que ainda não atingiram a menopausa (o que normalmente acontece entre os 45 e 55 anos). A retirada dos ovários elimina o risco de câncer, mas provoca alterações hormonais similares a uma menopausa precoce.

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AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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