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APLV: o que é a condição diagnosticada na filha de 5 meses de Maíra Cardi

Entenda os sintomas, causas e como é feito o diagnóstico da alergia alimentar que afeta bebês

12 abr 2026 - 04h57
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Maíra Cardi revela que sua bebê tem APLV
Maíra Cardi revela que sua bebê tem APLV
Foto: Reprodução/Instagram/@mairacardi

Maíra Cardi revelou que sua filha de cinco meses, Eloah, foi diagnosticada com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV) depois da bebê ter apresentado um quadro grave de irritação na pele. De acordo com a influenciadora, a pele de Eloah chegou a ficar em carne viva por conta da urticária.

A APLV é uma reação imunológica às proteínas do leite de vaca, principalmente caseína e beta-lactoglobulina. Maria da Glória Neiva, chefe do serviço de pediatria do Hospital Vitória, explica que a condição pode ocorrer mesmo em lactentes em aleitamento materno exclusivo, pela passagem dessas proteínas pela dieta materna.

"Em um bebê de 5 meses, o mais frequente é a forma não IgE mediada, com manifestações digestivas e comportamentais", afirma. A alergia pode aparecer como uma reação de hipersensibilidade tardia, horas ou dias depois do consumo da proteína, e afeta principalmente o trato gastrointestinal.

Entre os sintomas que podem afetar os bebês estão sangue nas fezes, mesmo em pequenas quantidades, ou muco persistente. Também atenção ao bebê muito irritado, que mama e logo chora de dor, além de refluxo intenso que não melhora, dermatite atópica moderada ou grave e o ganho de peso inadequado.

"O acompanhamento com o pediatra assistente é fundamental para acompanhar o crescimento, desenvolvimento e ganho ponderal. Os pais devem ficar atentos e sinalizar qualquer alteração. A história  familiar de alergia (asma, rinite, dermatite, APLV) também é importante", explica. 

O diagnóstico é clínico, portanto, não existe exame que confirme APLV não IgE mediada. Por isso, é preciso ter atenção à história clínica, evolução e dieta de exclusão. Entre os erros mais comuns estão a negligência dos sintomas e a troca do aleitamento materno por fórmula sem lactose.

A especialista orienta que é necessário ter cuidados com a alimentação da criança e da mãe após o diagnóstico. Caso o bebê use fórmula, pode ser feita a troca por fórmula extensamente hidrolisada.

"Se estiver em aleitamento materno exclusivo, manter o aleitamento materno, orientar a mãe a excluir totalmente leite, queijos, iogurte, manteiga e alimentos com traços de leite. Muito importante seguir o acompanhamento do desenvolvimento e ganho poderão do bebê", acrescenta. 

A médica diz que na maioria dos casos a APLV é transitória. 50% dos bebês passam a tolerar o leite até 1 ano, 75% até 3 anos e mais de 90% até 5 anos. A tolerância deve ser testada com reintrodução programada pelo pediatra e com acompanhamento rigoroso.

Fonte: Portal Terra
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