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Anvisa rejeita plantio de maconha, mas tema pode voltar à pauta

Dessa forma, as empresas que se instalarem no Brasil para produzir medicamentos à base de cannabis precisarão importar os insumos

3 dez 2019
15h44
atualizado às 19h58
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Depois de aprovar, por unanimidade, a fabricação e venda de medicamentos a base de maconha no País, a diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu vetar o plantio da erva em território nacional para fins científicos e medicinais. O único voto favorável ao plantio foi o do presidente da agência, William Dib. Três diretores votaram contra o cultivo.

Folha de maconha em plantação em laboratório médico na Grécia
26/08/2019 REUTERS/Stelios Misinas
Folha de maconha em plantação em laboratório médico na Grécia 26/08/2019 REUTERS/Stelios Misinas
Foto: Reuters

Dessa forma, as empresas que se instalarem no Brasil para produzir medicamentos à base de cannabis precisarão importar os insumos para fabricar seus produtos. Essas empresas também poderão importar os produtos prontos, já com as bulas traduzidas para o português.

Apesar da não aprovação do plantio, Dib disse que hoje é um "dia muito importante. Temos muito o que comemorar aqui dentro da agência", afirmou. "O Brasil vai continuar sendo dependente de insumos. O objetivo de regulamentar o plantio era fazer plantio seguro, de qualidade e eficaz".

Dib acredita que, no futuro, o debate do plantio poderá voltar à agenda da Anvisa ou do Congresso Nacional. "O assunto não sairá da pauta. O importante hoje é comemorar que as pessoas vão ter acesso. A classe médica vai poder receitar, o cliente vai poder comprar, e a Anvisa vai poder fiscalizar. Isso é um grande feito".

O presidente da Anvisa afirmou ainda que, a partir do início do próximo ano, os remédios à base de maconha já devem estar disponíveis nas farmácias do País. Atualmente apenas um medicamento à base de maconha pode ser comercializado no Brasil.

Dib rebateu as críticas que vem recebendo de ministros do governo Jair Bolsonaro, que é contrário à medida. "Eu não defendo governo. Não protejo governo. Vim aqui defender a saúde da população. A Anvisa, sobre minha direção ou não, tem que fazer ciência. Não quer fazer proselitismo político".

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Estadão
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