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Anvisa aprova dose de reforço de vacina da Pfizer contra covid-19 para crianças e adolescentes

A terceira dose do imunizante poderá ser aplicada em crianças a partir de 5 anos; previsão passará a constar na bula

7 dez 2022 - 18h19
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dose de reforço da vacina Comirnaty, da Pfizer, contra covid-19 em crianças e adolescentes. A terceira dose do imunizante fabricado pela farmacêutica americana Pfizer poderá ser aplicada em crianças a partir de 5 anos e recomendação passará a constar na bula.

O pedido foi feito em junho deste ano, mas o veredito só foi dado nesta segunda-feira, 5. O parecer da agência partiu de análise de dados clínicos da produtora, que mostraram que os benefícios na mudança da posologia é maior que os riscos relacionados a aplicação da dose extra no grupo.

Além disso, também foi constatado que a quantidade de anticorpos gerada pelas vacinas contra covid-19 estavam decaindo conforme o tempo, o que explica necessidade de reavaliação sobre as doses de reforço a fim de manter a imunização eficaz.

A vacina Comirnaty obteve seu registro em fevereiro de 2021 tendo como público uma extensa faixa etária que vinha a partir dos seis meses. A dose de reforço já havia sido aprovada para pessoas maiores de 18 anos.

Covid-19 em crianças no Brasil

Conforme o último Boletim Epidemiológico disponibilizado pelo Ministério da Saúde, até o início de novembro foram notificados 3.367 casos suspeitos de covid-19 em crianças e adolescentes de zero a 19 anos no Brasil. Desses, 57,6% foram confirmados; 33,9% foram descartados e 8,4% seguem em investigação. Dos casos confirmados, 133 vieram a óbito.

O Distrito Federal é atualmente a unidade de federal com a maior incidência acumulada, tendo 9,7 casos a cada 100 mil habitantes, seguida por Alagoas, com 9,5 casos a cada 100 mil habitantes na faixa etária de 0 a 19 anos.

Ainda em setembro, o Estadão mostrou por meio de levantamento do grupo de pesquisa Observa Infância, da Fiocruz, que crianças menores de cinco anos passaram a responder por 8,5% do total das internações pela doença. De janeiro a junho, o grupo representava apenas 5,6% das hospitalizações por complicações.

As vacinas são recomendadas por especialistas como maneira de se proteger contra casos graves e óbitos por covid.

Estadão
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