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Ansiedade na adolescência: o que a alimentação tem a ver com isso?

Ansiedade na adolescência pode ter relação com hábitos do dia a dia. Um estudo investigou o papel da alimentação e trouxe pistas interessantes.

5 jun 2026 - 05h00
(atualizado às 05h00)
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Mudanças de humor, preocupação constante, medo excessivo de situações sociais ou dificuldade para ficar longe dos pais fazem parte das queixas que muitas famílias observam durante a adolescência.

Ansiedade na adolescência
Ansiedade na adolescência
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Embora essas mudanças nem sempre indiquem um problema, pesquisadores têm investigado quais fatores do dia a dia podem influenciar a saúde emocional dos jovens. A alimentação está entre eles.

Um dos padrões alimentares que mais despertam o interesse dos cientistas é a chamada dieta mediterrânea, baseada no consumo de alimentos frescos e pouco processados, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes, azeite de oliva e oleaginosas.

Um estudo recente sugere que adolescentes que seguem mais de perto esse padrão alimentar podem apresentar níveis mais baixos de alguns sintomas de ansiedade.

O que o estudo descobriu sobre a ansiedade na adolescência

Os pesquisadores observaram que adolescentes que seguiam mais de perto esse padrão alimentar apresentavam menores níveis de dois tipos específicos de ansiedade:

  • fobia social, caracterizada por medo intenso de situações sociais ou de ser julgado por outras pessoas;
  • ansiedade de separação, marcada por sofrimento excessivo ao ficar longe de pais, responsáveis ou pessoas com quem existe forte vínculo emocional.

Isso quer dizer que esses jovens tendiam a relatar menos dificuldades relacionadas a essas situações.

Quais são os sinais de ansiedade na adolescência?

Nem toda timidez, preocupação ou mudança de comportamento indica ansiedade. No entanto, alguns sinais merecem atenção quando passam a causar sofrimento ou interferem na rotina:

  • medo excessivo de situações sociais;
  • sofrimento intenso ao ficar longe dos pais ou responsáveis;
  • irritabilidade frequente;
  • isolamento social;
  • queda no desempenho escolar;
  • dores de cabeça ou de barriga sem causa aparente.

Nesses casos, a avaliação de um profissional de saúde pode ajudar a identificar o que está acontecendo.

O que a alimentação tem a ver com a saúde emocional

Os cientistas acreditam que alguns nutrientes presentes em alimentos naturais podem contribuir para o funcionamento saudável do cérebro.

Peixes ricos em ômega-3, frutas, verduras, legumes e grãos integrais fornecem vitaminas, minerais e compostos antioxidantes que participam de diversos processos importantes para o organismo.

Além disso, estudos recentes sugerem que a microbiota intestinal (conjunto de microrganismos que vivem no intestino) pode influenciar aspectos emocionais por meio da chamada conexão intestino-cérebro.

Mas os especialistas reforçam que nenhum alimento funciona como tratamento para ansiedade.

A alimentação é apenas parte da equação

Os resultados sugerem que a alimentação pode ter relação com alguns sintomas de ansiedade. Porém, ela não age sozinha.

Os pesquisadores observaram que fatores como qualidade do sono, prática de atividade física e características individuais dos adolescentes também podem influenciar a saúde emocional.

Por isso, a alimentação deve ser vista como parte de um conjunto de hábitos que contribuem para o bem-estar mental.

Os resultados foram publicados na revista científica Nutrients e ajudam a reforçar a importância de uma abordagem ampla para o bem-estar emocional durante a adolescência.

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Fonte: SaúdeLAB
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