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Aneurisma da aorta: a doença silenciosa que pode ser fatal

Condição costuma não dar sinais, mas novos critérios ajudam a indicar o momento certo de tratar

26 jan 2026 - 18h10
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O aneurisma da aorta é uma dilatação anormal do maior vaso sanguíneo do corpo. Na maioria dos casos, ele não provoca sintomas.

Aneurisma da aorta costuma não causar sintomas, mas pode evoluir para quadros graves sem acompanhamento médico
Aneurisma da aorta costuma não causar sintomas, mas pode evoluir para quadros graves sem acompanhamento médico
Foto: Divulgação / Saúde em Dia

Mesmo assim, pode evoluir de forma grave e levar à ruptura da aorta, situação com alto risco de morte.

Por ser silenciosa, a doença costuma ser descoberta apenas em exames de rotina. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações.

O que acontece quando a aorta dilata

A aorta leva o sangue do coração para todo o corpo. Com o envelhecimento, é normal que ela se dilate levemente. O problema surge quando essa dilatação ultrapassa limites considerados seguros.

Segundo o cardiologista Renato Kalil, o acompanhamento médico é fundamental para diferenciar uma dilatação esperada de um aneurisma perigoso.

Sem controle, a parede da aorta pode enfraquecer e se romper.

Por que o aneurisma é tão perigoso

O maior risco do aneurisma da aorta é a ruptura ou a dissecção. Nessas situações, ocorre uma hemorragia interna grave, que pode ser fatal em poucos minutos.

Como não há sinais claros no início, muitas pessoas convivem com a doença sem saber. Quando os sintomas aparecem, o quadro costuma estar avançado.

Novos critérios para indicar cirurgia

Durante muitos anos, a cirurgia era indicada apenas quando a aorta atingia cerca de 55 milímetros de diâmetro. Estudos mais recentes mudaram essa referência.

Hoje, diretrizes médicas recomendam avaliar a cirurgia a partir de 45 milímetros, considerando também o tamanho e a altura do paciente. Em alguns casos, a intervenção pode ser indicada ainda antes.

Genética pode antecipar o risco

Pessoas com doenças genéticas, como a Síndrome de Marfan, apresentam maior fragilidade da parede da aorta. Nesses casos, o risco de ruptura ocorre mais cedo.

Essas mutações estão associadas a mortes súbitas em jovens e até atletas. Estudos mostram que parte desses óbitos está ligada à dissecção da aorta.

Decisão precisa ser individual

O diâmetro da aorta não é o único fator analisado. Idade, histórico familiar de morte súbita, crescimento rápido do aneurisma e planos de gravidez também entram na avaliação.

"O risco da cirurgia, quando feita por equipes experientes, costuma ser inferior a 2%", explica o Dr. Renato Kalil. Esse dado deve ser comparado ao risco de não tratar.

Diagnóstico precoce muda o desfecho

Exames como ecocardiograma, tomografia e ressonância ajudam a acompanhar a evolução da aorta. Com monitoramento regular, é possível intervir no momento certo.

Tratamento permite vida normal

Quando tratado adequadamente, o aneurisma da aorta deixa de representar ameaça constante. Muitos pacientes retomam uma vida normal após a intervenção.

A principal mensagem é clara: a ausência de sintomas não significa ausência de risco. No aneurisma da aorta, descobrir cedo é o que salva vidas.

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