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Ação comunitária que zera registros na Vila Leopoldina

Mobilização para rastreio de casos com apoio de UBS foi decisiva para a queda dos indicadores da covid-19

1 out 2020 - 05h10
(atualizado às 06h58)
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A Vila Leopoldina, na zona oeste de São Paulo, está no extremo das estatísticas de mortes por covid-19em relação ao bairro de Cangaíba. A mobilização da comunidade foi decisiva para a queda dos indicadores, a partir de ações práticas. Em abril, o índice de isolamento social chegou ao baixo patamar de 42%. Levantamento feito pelo Estadão mostra que as mortes pela doença caíram em 79 dos 96 distritos da capital paulista, sendo que três deles, incluindo a Vila Leopoldina, não têm óbitos.

Só que os moradores resolveram fazer um acompanhamento estreito dos casos suspeitos de covid-19 com o auxílio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região, por meio do conselho gestor. A intenção era facilitar e acelerar a prática do isolamento social dos casos positivos.

A Rede Leopoldina Solidária, reunião de várias associações, escolas, organizações não governamentais, empresas e os moradores, facilitou a criação de um consultório gerido pelo Hospital Beneficência Portuguesa (BP), que foi instalado dentro da Associação de Moradores da comunidade Linha Nova Cingapura, que se localiza ao lado da Ceagesp. O objetivo era atender casos de covid-19, além da unidade de saúde.

Outro foco foi o apoio ao Centro de Acolhida Zancone, localizado na região e mantido pelo poder municipal. Máscaras e aventais produzidos por costureiras do próprio bairro foram doados para tentar garantir a proteção da população vulnerável.

Foi ali que nasceu a ideia de ofertar água e sabão nas praças e locais públicos para contribuir com a higienização das pessoas que moram na rua. "As pessoas foram muito solidárias. As pessoas tinham vontade de ajudar. Além disso, conseguimos uma mobilização rápida. Foi bacana. Mesmo cansadas do isolamento, as pessoas doaram e se doaram", conta a articuladora da rede local Alexandra Swerts Leandro, de 47 anos, uma das responsáveis pela conexão de várias entidades.

Contraste

As diferenças entre os bairros, para os especialistas, espelham problemas sociais. "A pandemia escancarou e tornou indisfarçável a presença da desigualdade nas cidades do mundo todo como o mais indesejável e pernicioso subproduto do modelo de desenvolvimento, construção e consumo das cidades", opina o arquiteto Valter Caldana, professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie.

Estadão
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