Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Aborto espontâneo não impede novas gestações, diz médico

30 mai 2012 - 09h10
Compartilhar

O abortamento espontâneo de uma gravidez não é sinônimo de que a mulher terá problemas para concretizar uma próxima gestação. De acordo com Mário Burlacchini, médico responsável pelo Departamento de Abortamento Habitual do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e professor da Universidade de São Paulo (USP), os abortos representam um risco a qualquer gravidez.

O abortamento espontâneo da gravidez não é sinônimo de que a mulher terá problemas para concretizar uma nova gestação
O abortamento espontâneo da gravidez não é sinônimo de que a mulher terá problemas para concretizar uma nova gestação
Foto: Dreamstime / Especial para Terra


Em alguns casos, a mulher aborta sem sequer saber que estava grávida. Ela entende o sangramento como apenas um atraso comum da menstruação. Esse fenômeno pode acontecer até a oitava semana de gestação.



Aborto espontâneo é uma interrupção da gravidez até o quinto mês da gestação, ou quando o feto perdido pesa menos do que 500 gramas. Se a mulher perder um bebê em condições diferentes, a medicina chama o fenômeno de prematuridade.



Segundo o médico, 20 em cada 100 mulheres grávidas podem ter um aborto espontâneo. A situação fica mais séria e precisa de análise quando um aborto esporádico torna-se frequente e passa a ser o que a medicina chama de aborto habitual. "Teoricamente, quando o número de abortamentos passa para três ou mais, a mulher precisa procurar um médico e dar início a uma investigação. O mais indicado é que a partir do segundo ela procure ajuda", explica Mário.



Causas

Os abortamentos habituais podem acontecer por diferentes causas. As principais são: fatores genéticos, alterações na coagulação sanguínea (trombofilias), fatores externos (tabagismo, alcoolismo, uso de drogas medicamentosas e outras), malformações uterinas, infecções e idade avançada, entre outras.



De acordo com Mário, na maioria das vezes as causas estão ligadas a anomalias genéticas. Segundo o médico, o corpo faz a chamada seleção natural. Quando o organismo da mulher percebe que um embrião tem alguma diferença genética, ele o aborta.



Esse tipo de problema acontece com casais que já têm algum tipo de anomalia genética, ou quando a mulher tem idade avançada. Como os óvulos são mais velhos e, consequentemente, têm a qualidade diminuída, a possibilidade de formar um embrião com algum problema é maior.



Para engravidar e manter a gestação, o casal precisará do auxílio de um geneticista e a gravidez terá de ser obtida por meio de fertilização

in vitro

. Assim, o embrião poderá ser avaliado antes de ser implantado na mulher.



As trombofilias também são responsáveis por boa parte dos abortamentos habituais. A doença causa infartos na placenta, que acabam acarretando a perda do bebê. Além disso, o risco de desenvolver uma trombose se torna muito maior durante a gravidez para mulheres com trombofilia. Por vezes, a mãe nem sabe que tem um problema na coagulação sanguínea e só descobre depois de ter vários abortos.



No caso dos abortos habituais desencadeados por doenças relacionadas à coagulação, um tratamento medicamentoso resolve o problema.

Fonte: Cross Content
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra