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Setembro Amarelo: 7 sinais de depressão em adolescentes

'Pais devem estar bem atentos principalmente a mudança de comportamento e manter diálogo diário', diz médico

10 set 2025 - 04h59
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Saiba como identificar depressão em adolescentes
Saiba como identificar depressão em adolescentes
Foto: Freepik

Esse mês é marcado pela campanha Setembro Amarelo, dedicada à conscientização e prevenção do suicídio. Entre os grupos que mais preocupam especialistas estão os adolescentes, faixa etária em que os desafios emocionais se misturam com mudanças físicas, pressões sociais e escolares. Identificar os sinais de depressão nessa fase é fundamental para prevenir complicações mais graves.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão é uma das principais causas de adoecimento entre jovens.

Dr. Paulo Telles, pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria, listou sete sinais de depressão em adolescentes - importantes para os pais ficarem atentos e buscarem ajuda.

"Os pais devem estar bem atentos principalmente a mudança de comportamento e manter o diálogo diário. Evitar julgar e fazer críticas duras quando a criança traz seus problemas e acolher podem ajudar a fazer o diagnóstico de forma mais precoce", orienta.

Os principais sinais são:

  1. Mudanças de humor: Tristeza persistente, irritabilidade ou apatia.
  2. Alterações no sono: Insônia ou sono excessivo.
  3. Mudanças no apetite: Perda significativa de peso ou ganho excessivo.
  4. Falta de interesse em atividades: Abandono de hobbies ou atividades que anteriormente eram prazerosas.
  5. Dificuldades de concentração: Problemas escolares, dificuldade para tomar decisões.
  6. Isolamento social: Afastamento de amigos e familiares.
  7. Comportamentos autodestrutivos: autolesão, falar sobre morte, suicídio: "jamais desvalorize ou minimize estes sinais", diz o pediatra.

O especialista diz que é muito importante buscar ajuda psicológica de forma precoce e isso deve acontecer de forma proativa, não apenas em situações críticas.

"Sempre que estes sinais que citei persistirem mais de duas semanas e interferirem nas atividades diárias do adolescente. E quando houver mudança mais significativa de comportamento, como aumento de irritabilidade ou isolamento social, piora importante nas relações interpessoais e do desempenho escolar", diz o médico.

"Quando esses sinais duram duas semanas ou mais e já prejudicam a rotina (escola, sono, relações), marque avaliação com psicólogo/psiquiatra ou o pediatra de referência. Marque imediatamente se houver fala de morte, autolesão, risco para si/terceiros — use a rede de urgência e o CVV 188 (24h, gratuito)", complementa Isa Minatel, psicopedagoga e escritora.

O que fazer para evitar quadro de depressão em adolescentes?

O mais importante, segundo o pediatra, é ter diálogo aberto com os adolescentes, estimular um ambiente onde eles se sintam seguros para falar sobre seus sentimentos e preocupações, de forma livre e sem julgamentos.

"Manter rotinas saudáveis com alimentação equilibrada, sono adequado e prática regular de atividades físicas. Ensinar desde cedo habilidades emocionais, como resolução de problemas e conflitos, e trabalhar a regulação emocional desde a infância", diz.

Ele também destaca que é importante facilitar e incentivar a construção de amizades e a participação em atividades em grupo, conhecer os amigos do adolescente, trazer sempre que possível para sua casa, ter contato com os pais deste grupo mais próximo.

"E promover letramento digital e estimular o uso equilibrado e consciente de celulares e redes sociais, criando espaços para interação offline".

O médico diz que as escolas também têm papel importante, e deve abordar temas sobre a saúde mental e a promoção do bem-estar, debates e espaços para que os adolescentes consigam dividir emoções e sentimentos.

Isa Minatel sugere em foco no bem-estar dos adolescentes com:

Pertencimento e conversa contínua: um tempo 1:1 por dia, sem telas, para escuta real.

Higiene de estressores: menos pressa e críticas difusas; mais combinados claros.

Rotina previsível: horário de dormir/comer/estudar, sono protegido e atividade física regular.

Habilidades emocionais: ajudar a nomear “o que pensei/senti” e qual o próximo passo pequeno.

"Prevenção é ambiente favorável, mais vínculo e rotina", diz.

Uso exagerado de celulares e teles pode contribuir para o aumento de depressão

Segundo Dr. Paulo,  cada vez mais estudos e evidências técnicas apontam prejuízos do uso excessivo de celulares e redes sociais em adolescentes, gerando aumento significativo das taxas de depressão, ansiedade e piora da autoestima.

"As redes sociais geram comparação negativa com os outros, com uma realidade inatingível contribuindo para a insatisfação corporal", diz o médico.

"Há associações consistentes entre mais tempo em redes sociais e maior sintomatologia depressiva ao longo do tempo, especialmente quando há perda de sono, comparação social e cyberbullying. O efeito é complexo e não igual para todo mundo; por isso falamos em uso guiado", pontua a psicopedagoga.

O médico destaca que a criação das redes sociais tinha como objetivo conectar pessoas, mas o que temos visto é seu uso excessivo pode resultar em isolamento físico e emocional, exacerbando sentimentos de solidão, insatisfação pessoal, angústia e tristeza.

"Além disso, o uso de telas, principalmente antes de dormir, pode impactar gravemente a qualidade do sono, que é um fator crucial na saúde mental, principalmente no cérebro em formação do adolescente", conclui o médico.

Onde buscar ajuda

No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia, pelo telefone 188 ou pelo site www.cvv.org.br. Além disso, serviços públicos de saúde mental e hospitais universitários também contam com programas de apoio para jovens e suas famílias.

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