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Saúde mental e álcool: por que o Carnaval é uma época perigosa?

Especialistas alertam: Consumo excessivo de álcool no Carnaval afeta humor e saúde mental

12 fev 2026 - 19h29
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O uso intenso de bebidas alcoólicas durante o Carnaval traz consequências negativas para a saúde mental. A prática é comum em blocos de rua e festas prolongadas em 2026. O abuso da substância causa alterações de humor e crises de ansiedade.

Saiba como evitar o consumo excessivo de álcool no Carnaval
Saiba como evitar o consumo excessivo de álcool no Carnaval
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Estudos clínicos mostram que o álcool piora sintomas emocionais mesmo após curtos períodos de uso. O desgaste físico e a privação de sono potencializam esses danos ao organismo. O impacto não se restringe apenas a consumidores crônicos da bebida.

A relação entre volume de álcool e transtornos

De acordo com a revisão "Alcohol and Anxiety Disorders: A Systematic Review and Meta-Analysis", publicada no Journal of Affective Disorders, os consumidores de alto volume de álcool relatam mais sintomas de depressão. Além disso, indivíduos que bebem em excesso enfrentam maior dificuldade em regular as próprias emoções.

O impacto sobre a saúde mental ocorre com frequência em contextos de consumo intenso e pontual. O organismo sofre um estresse químico que desestabiliza o bem-estar psicológico. A euforia momentânea da festa mascara riscos silenciosos ao cérebro.

O fenômeno da ansiedade pós-consumo

O termo hangxiety define a sensação de ansiedade intensificada no dia seguinte ao abuso. Esse fenômeno possui base científica em estudos sobre neurotransmissores e humor. A ressaca envolve desequilíbrios neuroquímicos que afetam diretamente o estado emocional da pessoa.

O processo gera sentimentos de irritabilidade e inquietação após a fase de alegria. O corpo tenta compensar a sedação causada pelo álcool aumentando a atividade cerebral. Esse efeito rebote resulta em angústia e desconforto mental persistente.

Alterações nos neurotransmissores e estresse

A ingestão de álcool altera a regulação normal de substâncias essenciais no cérebro. O foco está nos neurotransmissores que modulam o humor como a serotonina e o GABA. A substância também influencia o eixo do estresse no organismo humano.

Isso resulta em maior vulnerabilidade emocional e piora do estado de espírito geral. O sistema nervoso central fica sobrecarregado pela presença da toxina alcoólica. A Dra. Andrea Beltran explica que o álcool prejudica o equilíbrio químico necessário para a estabilidade.

"A ingestão de álcool altera a regulação normal dos neurotransmissores que modulam o humor, como a serotonina e o GABA, e influencia o eixo do estresse, o que pode resultar em piora do humor e maior vulnerabilidade emocional", afirma a psicóloga.

Riscos de comportamentos impulsivos

Dados do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) trazem alertas importantes. Transtornos por uso de álcool apresentam alta taxa de ocorrência com casos de ansiedade. Indivíduos com esses diagnósticos correm riscos elevados sob influência de bebidas.

O álcool aumenta a probabilidade de crises emocionais e comportamentos impulsivos perigosos. A substância funciona como um gatilho para reações que o indivíduo não teria em condições sóbrias. O autocontrole diminui drasticamente conforme o volume de bebida aumenta no sangue.

O álcool como fuga emocional disfuncional

Muitas pessoas utilizam a bebida para lidar com emoções negativas de forma equivocada. O alívio temporário proporcionado pelo álcool na festa é uma ilusão química. A tendência é que esse período seja seguido por instabilidade e arrependimento.

O uso do álcool para relaxar ou socializar pode mascarar problemas de autoestima e solidão. O Carnaval intensifica esse comportamento devido à pressão social por diversão ininterrupta. A vulnerabilidade emocional torna-se uma barreira para a recuperação plena após o feriado.

A importância do sono e da alimentação

A combinação de álcool com má alimentação e poucas horas de sono é crítica. Esses fatores impedem que o corpo processe a substância de forma eficiente. O impacto na saúde emocional muitas vezes passa despercebido durante a folia.

A falta de descanso adequado impede a regeneração neuronal necessária após o estresse. O corpo sinaliza o cansaço através de irritabilidade extrema e desânimo. Observar os limites do próprio organismo é a melhor estratégia de prevenção.

"Durante o Carnaval, é comum que as pessoas bebam mais, durmam menos e se alimentem mal, sem perceber o impacto disso na saúde emocional. Quando o álcool passa a ser usado como principal forma de relaxar ou socializar, ele pode intensificar ansiedade, tristeza e instabilidade emocional nos dias seguintes. Por isso, observar limites e sinais do próprio corpo é fundamental", orienta a psicóloga Andrea Beltran.

Recomendações para uma festa segura

Especialistas recomendam moderação rigorosa no consumo de bebidas alcoólicas. É essencial intercalar copos de bebida com ingestão frequente de água mineral. A alimentação adequada deve ser mantida durante todos os dias do feriado prolongado.

Atenção aos sinais emocionais é necessária para identificar o momento de parar. Caso a tristeza ou a ansiedade persistam após o Carnaval, a ajuda profissional deve ser buscada. Manter o equilíbrio químico do cérebro é vital para evitar danos permanentes à saúde mental.

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