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Meditação para ansiedade: expert em neurociência explica

Além de causar problemas cognitivos, dormir mal afeta o bem-estar; condição pode ter conexão com ansiedade e outros transtornos

11 mai 2023 - 13h14
(atualizado em 15/5/2023 às 08h18)
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Ninguém está livre dos momentos de estresse ou ansiedade, mas enquanto o primeiro estado geralmente é atribuído às situações assustadoras e repentinas, para a maior parte das pessoas é mais difícil explicar o que é estar ansioso. Então, afinal, o que é e como ela surge? 

No dicionário ansiedade é conectada a diversos termos, como medo e angústia, um estado que envolve processos biológicos e psicológicos intimamente ligados a um elemento central, o cérebro, ainda misterioso, recorrentemente objeto de estudos científicos e que integra uma complexa rede. 

Meditar pode ajudar a combater sintomas da ansiedade
Meditar pode ajudar a combater sintomas da ansiedade
Foto: undrey / Adobe Stock

Segundo dados recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil não apenas está entre os países mais ansiosos do mundo, é líder, já que sua população tem a maior prevalência de ansiedade: cerca de 9% se sentem ansiosos. Outro detalhe que chama bastante a atenção é que as mulheres têm maior predisposição a desenvolver esse e outros transtornos, como a depressão, um retrato claro de que, apesar de ainda ser considerada um tabu, saúde mental é indiscutivelmente um tema relevante e imprescindível no contexto do bem-estar. 

Como a ansiedade influencia mente e corpo? Especialista em neurociência explica:

Durante momentos ansiosos, o cérebro é protagonista, porém sintomas não se limitam a ele, podem ser sentidos em todo o corpo, como suor frio e tremores. A neurociência tem como foco analisar o sistema nervoso, formado por cérebro, medula espinhal e nervos periféricos, investigando também o comportamento humano. Ao todo, possui cinco campos de atuação: Neuropsicologia, Neurociência Comportamental, Neurofisiologia, Neurociência Cognitiva e Neuroanatomia.  

“A amígdala é uma parte do nosso cérebro responsável pelo sistema de alarme diante de um perigo. Mas por vezes, a amígdala “exagera” nestes alarmes, considerando tudo como um perigo. Diante desse alerta, o cérebro nos prepara para “lutar ou fugir”, acelerando nossos batimentos, mudando a respiração e espalhando bastante Adrenalina no nosso corpo. A crise de Ansiedade então pode surgir com o “resgate” do nosso cérebro nesta inundação de alarme”, comenta a especialista em Neurociência, Clarissa Guariniello. 

A meditação como alternativa de bem-estar e autocontrole 

Muita gente aposta em atividades específicas para equilibrar vida pessoal e profissional, estabelecendo uma rotina com foco no autocuidado, e uma dessas práticas é a meditação, que chegou a crescer 45% no Brasil recentemente. Segundo a especialista em Neurociência, a meditação pode ativar campos específicos do cérebro e colaborar para a sensação de alívio dos sintomas da crise de ansiedade. 

“Já foram publicados vários estudos sobre os benefícios da meditação em nosso cérebro. Um deles, de Harvard, mostra que o hábito da meditação regula a atividade da Amígdala, além de melhorar todas as conexões cerebrais, inclusive do córtex pré-frontal (parte mais ligada à racionalidade), durante e depois da meditação. Além de melhorar o foco e atenção, com exercícios de Mindfulness [Atenção Plena], afirma Clarissa. 

A relação entre sono e ansiedade 

De modo geral, brasileiros sofrem bastante com uma má qualidade de sono, descanso fundamental para garantir o bom funcionamento de diversas funções do organismo: em estudo realizado por pesquisadores de Unifesp e USP, aproximadamente 65% apontaram algum problema relacionado ao assunto.

Contudo, dormir bem vai além do descanso físico e mental, é nessa hora que o cérebro assimila os aprendizados e os armazena, por exemplo. Por outro lado, pessoas com noites seguidas de sono ruim podem apresentar dificuldades cognitivas, irritabilidade, mais chances de desenvolver transtornos como ansiedade e depressão, entre outros.  

Os pensamentos recorrentes são um dos sinais de ansiedade e tendem a atrapalhar o sono. Entre as várias possibilidades da meditação, conteúdos guiados para dormir melhor são geralmente os mais procurados. 

“Dormir é muito importante para regular o humor e estabelecer conexões melhores no cérebro, principalmente o sono REM (mais profundo). Por isso, a meditação é uma ferramenta poderosa em desacelerar os pensamentos antes de dormir, trazendo uma sensação de relaxamento com a liberação de Serotonina, um neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar”, completa a especialista. 

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