Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Esquecimento: quando é normal e quando buscar ajuda médica?

Falhas de memória podem acontecer em qualquer idade, mas alguns sinais indicam que é importante buscar avaliação profissional

1 set 2026 - 19h46
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Esquecimentos pontuais causados por estresse, cansaço ou noites mal dormidas são normais no dia a dia. O alerta surge quando as falhas se tornam frequentes e afetam a autonomia, como perder-se em locais conhecidos ou esquecer tarefas habituais. Embora o envelhecimento reduza a velocidade do raciocínio, a perda severa de memória não é natural da idade. Nesses casos, deve-se consultar um clínico ou especialista para investigar causas que vão de distúrbios emocionais a quadros neurológicos.

Esquecer onde colocou as chaves, não lembrar imediatamente o nome de alguém ou entrar em um cômodo e esquecer o motivo são situações comuns. Esses episódios podem acontecer principalmente quando a pessoa está cansada, distraída ou sob estresse.

Entenda quando o esquecimento é anomal
Entenda quando o esquecimento é anomal
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Mas como saber quando o esquecimento é normal e quando a perda de memória merece investigação?

A diferença está, principalmente, na frequência e no impacto que essas falhas começam a causar na rotina.

Esquecimentos podem acontecer no dia a dia

A memória não funciona da mesma maneira o tempo todo. Falta de atenção, noites mal dormidas, ansiedade e excesso de tarefas podem dificultar a capacidade de registrar e recuperar informações.

Por isso, pequenos esquecimentos ocasionais não significam necessariamente que existe algum problema de saúde.

Não lembrar temporariamente uma informação e recuperá-la depois, por exemplo, pode fazer parte do funcionamento normal da memória.

Quando a perda de memória merece atenção?

O sinal de alerta aparece quando os esquecimentos se tornam frequentes ou começam a atrapalhar atividades que antes eram realizadas normalmente.

Algumas mudanças merecem ser observadas:

  • Repetir as mesmas perguntas várias vezes.
  • Esquecer compromissos importantes com frequência.
  • Ter dificuldade para seguir uma receita conhecida.
  • Perder-se em lugares familiares.
  • Esquecer como realizar tarefas habituais.
  • Ter dificuldade para organizar contas ou medicamentos.
  • Apresentar mudanças importantes na comunicação.
  • Deixar objetos em lugares incomuns e não conseguir refazer o caminho para encontrá-los.

Quando essas alterações começam a interferir na autonomia, é importante procurar avaliação profissional.

Envelhecimento não significa perder a memória

Com o avanço da idade, algumas mudanças cognitivas podem acontecer. A velocidade para aprender ou recuperar uma informação pode diminuir, por exemplo.

Isso não significa que uma pessoa idosa necessariamente desenvolverá um problema de memória.

Alterações importantes e progressivas precisam ser investigadas. Afinal, diferentes condições podem afetar a memória, e nem todas estão relacionadas a doenças neurodegenerativas.

Sono e estresse também podem influenciar

Nem todo problema de memória tem origem em uma doença neurológica.

Dormir mal, passar por períodos prolongados de estresse e enfrentar alterações emocionais podem prejudicar a atenção. Como consequência, a pessoa pode ter mais dificuldade para memorizar informações e se lembrar delas posteriormente.

Alguns medicamentos e problemas de saúde também podem contribuir para alterações cognitivas.

Por isso, uma avaliação individualizada é importante para entender o que está acontecendo.

Qual médico procurar para perda de memória?

O primeiro passo pode ser conversar com um clínico geral ou geriatra, especialmente no caso de pessoas mais velhas. Dependendo dos sintomas, o profissional pode encaminhar para neurologista, psiquiatra ou outro especialista.

Durante a consulta, é importante contar quando os esquecimentos começaram, com que frequência acontecem e se estão interferindo na rotina.

Também vale informar quais medicamentos são utilizados e se houve mudanças recentes no sono, humor ou comportamento.

Quando procurar ajuda rapidamente?

Algumas alterações de memória aparecem de forma repentina e precisam de atendimento médico imediato.

Confusão mental súbita, dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo, alteração repentina da visão ou perda súbita de orientação podem indicar uma emergência.

Nesses casos, não é recomendado esperar os sintomas desaparecerem.

Observar os sinais ajuda

A perda de memória não deve ser motivo para pânico, mas também não precisa ser ignorada.

Esquecimentos ocasionais podem acontecer com qualquer pessoa. Já mudanças frequentes, progressivas ou que comprometem atividades do dia a dia merecem investigação.

Observar quando os sintomas aparecem e como evoluem ajuda o profissional de saúde a entender o quadro. E buscar avaliação cedo pode facilitar a identificação da causa e o cuidado adequado.

Saúde em Dia
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra