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Robô não opera sozinho: especialista explica quando a cirurgia robótica realmente faz a diferença

Médico destaca que a tecnologia amplia a precisão em casos complexos, mas não substitui a indicação correta, a experiência da equipe nem a avaliação individualizada

29 jul 2026 - 10h58
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Gerain0812/Shutterstock
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Foto: Minha Vida

A cirurgia robótica deixou de ser uma promessa futurista e passou a fazer parte da realidade de diferentes especialidades médicas. No entanto, em meio ao avanço da tecnologia nos centros cirúrgicos, uma pergunta se torna cada vez mais importante: quando o robô realmente faz diferença e quando ele não é necessário?

Na cirurgia torácica, essa discussão ganhou força junto com o avanço das abordagens minimamente invasivas. Em 2025, uma diretriz publicada pelo CHEST (associação profissional dedicada à inovação na medicina torácica) recomendou a cirurgia minimamente invasiva em vez da toracotomia para pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio I, quando há indicação cirúrgica. Isso não significa, porém, que todo caso deva ser robótico.

De acordo com o cirurgião torácico Dr. Alessandro Mariani, Professor Doutor de Cirurgia Torácica da FMUSP e Preceptor de Cirurgia Torácica Robótica, a resposta depende menos da tecnologia em si e mais da indicação médica, da complexidade do caso e da experiência da equipe.

"A pergunta correta não é se a cirurgia robótica é melhor. A pergunta correta é: para este paciente, neste caso, ela oferece uma vantagem real?", afirma Mariani.

Na cirurgia robótica, o equipamento não atua de forma autônoma. O cirurgião comanda os movimentos a partir de um console, com visão tridimensional, imagem ampliada, instrumentos articulados e alta precisão.

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