Robert Lustig, neuroendocrinologista: "A ideia de 'comer menos e se exercitar mais' é o que a indústria alimentícia queria que você acreditasse"
Empresas do setor investiram durante décadas para desviar o foco do açúcar e culpar o sedentarismo pelo avanço da obesidade; a ciência atual pondera as alegações e separa os fatos dos excessos.
O neuroendocrinologista Robert Lustig contesta a máxima de que emagrecer depende apenas de comer menos e malhar mais, apontando essa ideia como uma manobra da indústria de ultraprocessados para desviar o foco de seus produtos. Segundo o especialista, os reais causadores da obesidade não são a falta de força de vontade ou o excesso de calorias em si, mas sim o impacto hormonal da resposta da insulina no organismo e o consumo excessivo de frutose adicionada aos alimentos.
Há mais de uma década, o neuroendocrinologista norte-americano Robert Lustig lidera uma verdadeira cruzada contra o consumo de açúcar. Suas posições costumam ser contundentes: para ele, a clássica orientação de que a obesidade se resolve apenas "fechando a boca e malhando mais" é uma narrativa artificial construída pela indústria de ultraprocessados. Na visão de Lustig, os verdadeiros responsáveis pelo ganho de peso não seriam as calorias em si ou a falta de força de vontade, mas sim a frutose adicionada e a resposta da insulina no organismo.
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A manobra da indústria para culpar o sedentarismo
O ponto em que as críticas de Lustig encontram respaldo documental sólido é o esforço histórico de grandes corporações para desviar o debate público dos alimentos em direção à atividade física.
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