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Por que você não deve seguir treinos gerados por IA, segundo especialistas

Profissionais apontam que os cronogramas indicados por chatbots carecem de informações identificadas durante avaliações físicas, o que pode afetar os resultados

27 abr 2026 - 14h09
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A Inteligência Artificial (IA) está oficialmente em todos os setores da vida, do trabalho aos estudos e, agora, nos treinos. Pesquisas apontam que, em 2025, pelo menos dois terços dos frequentadores de academias passaram a utilizar a tecnologia em suas atividades físicas. Aplicativos do mundo fitness, como o Strava, também têm oferecido novos recursos com esse avanço aos seus assinantes. Mas, afinal, o que os especialistas dizem sobre os exercícios indicados somente pelo personal trainer do ChatGPT?

Segundo profissionais, os treinos de IA carecem de informações identificadas durante avaliações físicas, o que pode afetar os resultados
Segundo profissionais, os treinos de IA carecem de informações identificadas durante avaliações físicas, o que pode afetar os resultados
Foto: Getty Images Signature/Viktor Cvetkovic / Bons Fluidos

Riscos dos treinos feitos por IA

Segundo o treinador Chris Doenlen, que hoje atua na Anthropic — empresa desenvolvedora do Claude —, a tecnologia tende a indicar cronogramas razoáveis, principalmente para iniciantes. Entretanto, pela falta de informações (geralmente solicitadas e analisadas por profissionais) e da ausência de uma avaliação física, esses treinos não atendem, necessariamente, às necessidades de cada indivíduo.

Em entrevista ao 'The New York Times', o especialista apontou que "bons treinadores dependem de contexto e pistas não verbais". Enquanto isso, a IA "baseia-se apenas no que tem de você e existe em um vácuo puro". Dessa forma, as consequências envolvem desde maior dificuldade para chegar nos objetivos desejados até o aumento do riscos de lesões.

Além disso, no caso de atletas, dados em excesso também podem ser utilizados de forma inadequada pelos chatbots. O maratonista e treinador Jon Mott, por exemplo, informou à tecnologia seu recorde pessoal de duas horas e 17 minutos, e o resultado foi um treino do qual nem mesmo ele "conseguia chegar perto", conforme relatou ao jornal norte-americano.

Use com atenção

Em algumas situações, contudo, a IA surge como uma ajudante capaz de estimular a vida ativa, principalmente para aqueles que não têm conhecimento ou recursos para acessar cronogramas personalizados. "Iniciantes que, de outra forma, ficariam sem qualquer treinamento, podem ser os que mais têm a ganhar com a IA", apontou Mott.

Para isso, a recomendação dos especialistas é fornecer o máximo de informações sobre o perfil, como gênero, idade, objetivo, condição física e tempo disponível de treino. Ademais, a fim de usá-los de forma segura, é importante ter consciência de que, muitas vezes, eles somente retornam o que você deseja ouvir — ou seja, o que foi solicitado. A forma mais eficaz de implementá-los nas atividades, portanto, é combinando-os com ajuda profissional, quando possível.

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