Por que dormimos mal é um dos grandes desafios a serem resolvidos pela ciência, e o intestino acumula cada vez mais suspeitas
Pesquisas revelam que a saúde intestinal influencia diretamente na qualidade do sono e até na forma como lidamos com o estresse
Há algum tempo, pesquisadores vêm apontando que o intestino vai muito além de digerir alimentos. Ele possui neurônios, produz substâncias usadas também pelo cérebro na comunicação e, o mais curioso, parece estar em contato direto com ele. Não por acaso, ganhou o apelido de "segundo cérebro". E talvez não seja exagero, já que também pode influenciar na qualidade do sono.
Sono e digestão: uma via de mão dupla
Muita gente já percebeu: depois de um jantar pesado, fica mais difícil dormir. E, após uma noite maldormida, o estômago parece mais sensível. Apesar de parecerem questões isoladas, sono e digestão estão intimamente conectados.
Quando um não funciona bem, o outro também sente o impacto. Dormir mal estressa o corpo, aumenta a liberação de cortisol e pode atrapalhar o funcionamento do intestino. Da mesma forma, quando o sistema digestivo está desregulado, envia sinais ao cérebro que dificultam o relaxamento e o início do sono. É como um diálogo silencioso que acontece o tempo todo entre a mente e o abdômen.
O respaldo científico
Pesquisas recentes reforçam esse vínculo e indicam algo essencial: a qualidade do sono está fortemente relacionada à saúde da microbiota intestinal. Um dos estudos mais relevantes foi publicado em 2023.
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