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Por que a volta à rotina escolar mexe tanto com as crianças

Mudanças, expectativas e emoções à flor da pele: entenda por que o retorno às aulas pode ser desafiador para as crianças e como acolher esse momento

26 jan 2026 - 21h01
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A volta à rotina escolar mexe com as crianças mais do que muitos adultos imaginam. O retorno às aulas marca o fim de um período de flexibilidade e exige uma nova adaptação emocional, social e física.

Para muitas famílias, esse momento vem acompanhado de irritabilidade, resistência para ir à escola e mudanças de comportamento.

O que costuma ser visto como birra ou mau comportamento, na verdade, pode ser um pedido silencioso de acolhimento.

A criança sente, mas nem sempre sabe explicar o que está acontecendo dentro dela.

Mudanças que impactam o emocional infantil

O retorno à escola raramente é apenas sobre voltar às aulas. Ele envolve uma série de mudanças que podem gerar insegurança.

Nova rotina, novos desafios

Horários mais rígidos, menos tempo livre e mais responsabilidades já são suficientes para causar desconforto. Em alguns casos, ainda há troca de turma, de escola ou de professores.

Para a criança, isso significa perder referências e precisar construir novas conexões do zero.

Expectativas e medo de errar

Muitas crianças sentem pressão para corresponder às expectativas acadêmicas e sociais. O medo de não acompanhar os colegas, de não fazer amigos ou de decepcionar adultos pode gerar ansiedade.

Esse sentimento nem sempre aparece em forma de palavras. Ele se manifesta no corpo e no comportamento.

Quando o comportamento é um pedido de ajuda

Resistência para ir à escola, crises de choro, explosões emocionais e oscilações de humor são sinais comuns nesse período.

Segundo a educadora parental Thelma Nascimento, autora do livro "Me escuta? Porque toda criança merece ser escutada (inclusive a que vive em você)", esses comportamentos não devem ser rotulados como desobediência.

Emoções que precisam ser escutadas

Para a especialista, o retorno à rotina escolar evidencia uma dificuldade dos adultos: ouvir de verdade as crianças.

Muitas vezes, os sentimentos infantis são minimizados com frases como "isso passa" ou "é frescura".

No entanto, quando a criança não se sente escutada, ela intensifica o comportamento para tentar ser percebida.

A importância do acolhimento nesse momento

A adaptação escolar é um processo. Cada criança vive esse retorno de forma única, dependendo da idade, da personalidade e das experiências anteriores.

Escutar antes de corrigir

Antes de corrigir o comportamento, é essencial escutar. Perguntar como a criança se sente, validar suas emoções e mostrar disponibilidade fazem diferença.

Nem sempre é possível resolver o problema imediatamente, mas sentir-se compreendida já reduz a ansiedade.

Rotina previsível traz segurança

Criar uma rotina clara ajuda a criança a se organizar internamente. Horários definidos para dormir, acordar, estudar e brincar trazem previsibilidade e diminuem o estresse.

Pequenos rituais, como conversar antes de dormir ou preparar o material juntos, também fortalecem o vínculo.

O papel dos adultos na readaptação

A forma como os adultos lidam com a volta às aulas influencia diretamente a criança. Ansiedade excessiva, cobranças rígidas ou comparações podem aumentar a insegurança.

Adultos também precisam se observar

Segundo Thelma Nascimento, escutar a criança também passa por escutar a própria criança interior. Muitas reações dos adultos vêm de experiências não elaboradas do passado.

Quando o adulto se regula emocionalmente, ele oferece um modelo de segurança para a criança.

Quando buscar ajuda profissional

Se os sinais de sofrimento persistirem por semanas, com impacto no sono, na alimentação ou no convívio social, pode ser importante buscar apoio profissional.

Psicólogos infantis e orientadores educacionais ajudam a compreender o que está por trás do comportamento e orientam a família nesse processo de adaptação.

Um recomeço que pode ser mais leve

A volta à rotina escolar não precisa ser um período de tensão constante. Com escuta ativa, acolhimento e paciência, é possível transformar esse momento em uma oportunidade de fortalecimento emocional.

Entender que o comportamento comunica emoções é o primeiro passo. Quando a criança se sente vista, escutada e respeitada, a adaptação acontece de forma mais saudável - para ela e para toda a família.

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