Script = https://s1.trrsf.com/update-1781718913/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Pulgas, carrapatos, verminoses e infecções: os riscos invisíveis que ameaçam a saúde dos cães de estimação

Muitos cães domésticos convivem com problemas de saúde que não ficam evidentes à primeira vista. Veja quais são os riscos invisíveis que ameaçam a saúde dos cães de estimação.

19 jun 2026 - 11h35
Compartilhar
Exibir comentários

Muitos cães domésticos convivem com problemas de saúde que não ficam evidentes à primeira vista. Além de coceiras, ferimentos ou mudanças de comportamento mais claras, diversas doenças silenciosas podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida desses animais. Assim, entender quais são as principais enfermidades, reconhecer sinais precoces e adotar cuidados básicos de prevenção são medidas que fazem diferença no bem-estar diário dos pets.

Ao longo dos últimos anos, clínicas veterinárias em diferentes regiões do país registraram aumento em quadros que se ligam a parasitas, excesso de peso e doenças crônicas em cães. Em grande parte dos casos, o problema relaciona-se à rotina desajustada, falhas na higiene, ausência de controle de ectoparasitas e visitas pouco frequentes ao médico-veterinário. Portanto, esses fatores abrem espaço para infestações, inflamações e alterações internas que, sem tratamento adequado, podem evoluir para quadros mais graves.

Além de coceiras, ferimentos ou mudanças de comportamento mais claras, diversas doenças silenciosas podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida desses animais – depositphotos.com / lufimorgan
Além de coceiras, ferimentos ou mudanças de comportamento mais claras, diversas doenças silenciosas podem comprometer de forma significativa a qualidade de vida desses animais – depositphotos.com / lufimorgan
Foto: Giro 10

Principais doenças em cães: por que a prevenção é tão importante?

A palavra-chave para entender as principais doenças em cães é "prevenção". Muitas delas surgem de forma discreta, com sinais leves, e só chamam atenção quando o animal já está debilitado. Miíase, verminoses, dermatites, anemia e doenças transmitidas por pulgas e carrapatos estão entre as enfermidades mais frequentes em cães atendidos em serviços veterinários de rotina. Ademais, a maioria tem relação direta com o ambiente, a higiene, a alimentação e o calendário de vacinação e vermifugação.

Fatores como clima quente e úmido, presença de matéria orgânica acumulada, contato com áreas infestadas ou com animais sem controle sanitário favorecem a instalação de parasitas externos e internos. Em paralelo, a oferta constante de petiscos calóricos, alimentos inadequados e falta de atividade física intensificam o surgimento de obesidade e problemas articulares. Por isso, o acompanhamento profissional, com consultas periódicas, permite detectar alterações antes que se tornem irreversíveis.

O que são miíase, pulgas, carrapatos e verminoses em cães?

A miíase, que tem o nome em algumas regiões de "bicheira", é uma infestação de larvas de moscas em feridas, dobras de pele ou regiões úmidas do corpo do cão. As fêmeas depositam ovos sobre a pele lesionada ou suja, e as larvas passam a se alimentar dos tecidos, gerando dor intensa, mau cheiro e destruição progressiva da área afetada. Os sinais mais comuns incluem inquietação, lambedura constante da região, secreção e presença visível de larvas.

Pulgas e carrapatos são ectoparasitas que se instalam na pele e no pelo do animal, alimentando-se de sangue. Além do incômodo das coceiras, esses parasitas podem transmitir doenças graves, provocar dermatites alérgicas e contribuir para quadros de anemia. Em especial, em filhotes e cães debilitados. Já as verminoses são causadas por parasitas internos, como vermes intestinais, que podem levar a diarreia, perda de peso, distensão abdominal e atraso no crescimento. Em alguns casos, o animal elimina vermes visíveis nas fezes ou no vômito.

De forma geral, o risco de infestação aumenta em ambientes com limpeza irregular, acúmulo de lixo, contato com fezes de outros animais e ausência de controle periódico de parasitas. O uso correto de antiparasitários, a higienização de quintais, roupas de cama e objetos de uso diário, além da vermifugação regular, são medidas centrais para evitar esse tipo de problema.

Como reconhecer dermatites, anemia e doenças transmitidas por parasitas?

As dermatites representam um grupo de inflamações de pele que podem ser causadas por alergias, infestações por pulgas, fungos, bactérias ou contato com substâncias irritantes. Entre os sinais mais frequentes estão coceira intensa, vermelhidão, queda de pelos, formação de crostas e mau cheiro. Em quadros crônicos, o animal pode desenvolver feridas abertas e espessamento da pele. Ademais, fatores genéticos, umidade, banhos inadequados e produtos de limpeza agressivos estão entre os elementos que favorecem o quadro.

A anemia em cães pode surgir por perda de sangue (como em infestações maciças de pulgas e carrapatos, acidentes ou úlceras internas), destruição das células sanguíneas ou falhas na produção dessas células. Cães anêmicos apresentam cansaço fácil, mucosas pálidas (gengiva esbranquiçada), apatia e, em casos graves, dificuldade respiratória. Já as doenças transmitidas por parasitas, como algumas hemoparasitoses veiculadas por carrapatos, podem causar febre, perda de peso, dor articular, alterações neurológicas e comprometimento de órgãos internos.

Nesse cenário, o exame clínico aliado a testes laboratoriais é essencial para o diagnóstico correto. A realização de hemogramas, sorologias e outros exames complementares permite identificar precocemente alterações sistêmicas, mesmo quando o animal ainda apresenta sinais discretos. O controle rigoroso de carrapatos, inclusive no ambiente, é uma das principais formas de reduzir o risco de transmissão dessas enfermidades.

Obesidade em cães é só excesso de peso?

A obesidade canina é uma condição de saúde que influencia todo o organismo, e não apenas um problema estético. Ela ocorre quando o animal acumula gordura corporal em excesso, geralmente por ingestão calórica superior ao gasto de energia. Assim, cães com sobrepeso têm maior tendência a apresentar dificuldades respiratórias, intolerância ao exercício, sobrecarga nas articulações, alterações hormonais e maior predisposição a doenças metabólicas.

Entre os fatores de risco estão a oferta constante de restos de comida, petiscos gordurosos e ração inadequada para a fase de vida. Além disso, castração sem ajuste alimentar e rotina com pouca atividade física. O controle da obesidade passa por avaliação veterinária, definição de uma dieta balanceada e estímulo a caminhadas e brincadeiras compatíveis com a idade e o porte do animal. Em muitos casos, a perda de peso gradual reduz o impacto sobre articulações e melhora a disposição geral do cão.

Problemas articulares em cães idosos: como afetam a rotina?

Em cães idosos, os problemas articulares estão entre as queixas mais relatadas nas consultas. Condições como osteoartrite e desgaste progressivo das articulações levam a dor, rigidez, dificuldade para levantar, subir escadas ou entrar no carro. Alguns animais passam a evitar brincadeiras, caminham mais devagar ou demonstram desconforto ao serem tocados em determinadas regiões do corpo.

O histórico de sobrepeso ao longo da vida, predisposição de algumas raças, esforço físico intenso em idade jovem e traumatismos contribuem para o surgimento dessas alterações. Embora não exista cura para muitos quadros degenerativos, o tratamento adequado, com controle da dor, ajustes na rotina de exercícios, uso de superfícies menos escorregadias e, quando indicado, fisioterapia, pode proporcionar mais conforto ao animal. A supervisão veterinária é essencial para ajustar medicamentos e acompanhar a evolução da doença.

A obesidade canina é uma condição de saúde que influencia todo o organismo, e não apenas um problema estético – depositphotos.com / PongMoji
A obesidade canina é uma condição de saúde que influencia todo o organismo, e não apenas um problema estético – depositphotos.com / PongMoji
Foto: Giro 10

Quais cuidados diários ajudam a prevenir doenças em cães?

Alguns hábitos simples têm impacto direto na saúde dos cães domésticos. A higiene regular do ambiente, com remoção de fezes, limpeza de áreas úmidas e descarte correto de lixo, reduz a proliferação de moscas, pulgas, carrapatos e vermes. Banhos com produtos específicos para cães, em frequência adequada à pelagem e ao clima, ajudam a manter a pele íntegra, evitando feridas que possam servir de porta de entrada para miíases e infecções.

A alimentação equilibrada, com base em ração de qualidade ou dietas formuladas com orientação profissional, contribui para manter o peso adequado e fortalecer o sistema imunológico. O calendário de vacinação e vermifugação deve ser mantido em dia, respeitando as orientações do médico-veterinário. O uso contínuo de produtos para controle de pulgas e carrapatos, seja em comprimidos, spot-on ou coleiras específicas, é outra ferramenta importante para evitar doenças transmitidas por esses parasitas.

Além disso, consultas periódicas permitem monitorar alterações sutis em cães de todas as idades, com atenção especial a filhotes e animais idosos. A observação diária do comportamento, do apetite, das fezes, da urina e do nível de atividade oferece pistas importantes sobre o estado de saúde geral. Com informação, rotina organizada e acompanhamento profissional, torna-se possível reduzir a incidência das principais doenças em cães e preservar a qualidade de vida desses companheiros ao longo de todas as fases da vida.

Giro 10
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra